APRESENTAÇÃO
Orientado pelo Professor Marielson Alves e
pesquisado pela integrante da Equipe Girls Evolutions Lisa Coelho esse trabalho
foi desenvolvido para estimular integrantes da equipe de Basquete Feminino
Girls Evolution, do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro, conhecerem sobre
a história, dificuldades e conquistas do basquete feminino da Bahia.
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Pós jogo da Liga do Nordeste 2018 com um passeio no Porto da Barra com a Equipe de Basquete Feminino sub 16 do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro (Salvador-BA). |
O basquete foi criado em 1891, pelo professor
canadense James Naismith. O objetivo inicial foi entreter os alunos da Springfield
College, Colégio Internacional da Associação Cristã de Moços, durante o
rigoroso inverno de Massachussets, nos Estados Unidos. De acordo com história
contada pela Confederação Brasileira de Basketball, a missão confiada ao
docente foi pensar em algum tipo de jogo, sem violência, que estimulasse os
alunos durante a estação fria, mas também pudesse ser praticado no verão.
Dessa forma James Naismith começou a pensar
em qual tipo de atividade realizaria com os estudantes. Logo, escreveu 13
regras básicas e pendurou cestas de pêssego em duas pilastras a 3,05 metros de
altura - comprimento que permanece até hoje - e que daria uma certa dificuldade
à disputa. A quadra, por sua vez, era praticamente a metade do tamanho da usada
atualmente.
A primeira disputa dessa novidade foi
realizada no começo de 1892, entre os professores e alunos. Os estudantes
venceram os docentes por um placar de 5 a 1, com uma plateia de cerca de 200
pessoas. Desde então, o basquete se tornou um esporte viciante e ganhou força
em várias disputas ao redor do mundo.
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Atletas da Seleção Brasileira de Basquete Feminino Master na Associação Atlética da Bahia em 2018. |
BASQUETE
FEMININO
O início do basquetebol feminino se deu em
1892, quando a professora de educação física Senda Bereson do Smith College,
adaptou as regras criadas por James Naismith nas suas aulas. A professora Senda
testa a nova prática com algumas modificações, pois naquela época o basquetebol
era visto como um jogo masculino e que podia masculinizar as mulheres. A partir
disto tem-se aos poucos a introdução da modalidade, não existindo semelhanças
com o masculino e para exemplificar esta nova prática nas aulas de educação
física, as mulheres não podiam bater na mão da adversária ou na bola para tomar
posse, só podiam permanecer com posse desta por três segundos, entre outros. Aos
poucos o basquetebol feminino foi conquistando seu espaço, apesar dos preconceitos
prosseguirem por muito tempo.
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Equipe de basquete feminino sub16 do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro na Liga do Nordeste em 2018. |
BASQUETE
FEMININO NO BRASIL
Augusto Shaw foi quem trouxe o basquete para
o Brasil. Nato de Nova York, o americano teve o primeiro contato com a
modalidade em 1896, após completar o curso de Artes na universidade de Yale.
Pouco tempo depois, Shaw aceitou um convite inusitado: lecionar na tradicional
Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mudança ao Brasil, o
recém-graduado trouxe livros, obras de artes e uma bola de basquete.
Na época, o professor passou por alguns
problemas ao introduzir a modalidade na escola brasileira. Mas as mulheres logo
se apaixonaram pelo esporte e começaram a praticá-lo, porém, os homens não viam
a modalidade com o mesmo entusiasmo por diversos motivos. Um deles era o
fascínio e a predileção pelo futebol. Mas Shaw sofreu para conseguir divulgar o
novo esporte, pois havia concorrência do futebol que foi trazido por Charles
Miller, e também pelo forte machismo, pois o esporte foi muito bem aceito entre
as mulheres na época.
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Jogo da categoria sub 16 entre as equipes da BFF e do Colégio Estadual Edison Carneiro na Liga do Nordeste em 2018 realizado na Associação Atlética da Bahia. |
O basquete na Bahia sempre sofreu com o pouco
incentivo e enfrenta inúmeras dificuldades principalmente no feminino. Uma das
principais representantes do basquete feminino baiano, a treinadora Márcia
Marllan, filiada à Federação Bahiana de Basketball (FBB), ressalta as
dificuldades para as meninas se dedicarem mais ao esporte e reforça o entendimento
de que o esporte é também espaço para as mulheres.
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Equipes de basquete Feminino da categoria sub 16 da BFF e do Colégio Estadual Prof. Edison Carneiro. |
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Para tanto, nós da equipe de Basquete
Feminino Girls Evolutions, reconhecemos neste estudo a existência de uma grande
lacuna nos registros históricos do basquete feminino da Bahia e a necessidade
de maior empenho das pessoas e entidades envolvidas com o basquete feminino
estadual para ampliar incentivos para a pratica desse esporte por meninas e
mulheres em todo o território da Bahia.
REFERÊNCIAS
Disponível em: deputadobobo.com/noticia, blog.unisportbrasil.com.br
e www.torcedores.com/noticias
👏👏👏👏
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