quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sociedade Digital: Até que ponto ela traz evolução para a humanidade?



 A sociedade digital vem criando ilhas humanas. A solidão se torna a angústia fundamental do adultos e crianças, embora nem sempre percebida. São tempos difíceis. Tempo de escassez de prazer e de abundância de ansiedade. Tempo em que procuram se novos heróis, sem saber que a necessidade vital da humanidade não era de heróis, mas de seres humanos conscientes de sua fragilidade e de suas imperfeições.
"Augusto Cury"

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Falta de colo, será que ha influência na formação das crianças e adolescentes?

Festejos do dia das Crianças em 2011 na Escola Estadual Teodoro Sampaio (Pirajá, Salvador-BA)
“Na sexta feira, 12 de maio de 2011, uma amiga do meu filho pulou do 8º andar do prédio onde morava na Rua Emiliano Perneta”. Era uma adolescente. Tinha acabado de almoçar, estava com o uniforme do Colégio Bom Jesus, e a mochila nas costas, o que indicava que iria para o colégio à tarde, pois nas quartas e sextas eles têm aula o dia todo. Foi um choque para todos os colegas!
Aí vem a pergunta: Por quê? Ela tinha apenas 15 anos. Que problemas uma menina de 15 anos pode ter? Fiz esta pergunta ao meu filho, e a resposta me deixou chocada…
Ele me disse:
- Mãe, eu acho que era falta de colo.
Questionei:
- Como assim?
E ele me disse:
- Hoje em dia, os pais trabalham praticamente o dia todo, sempre com a mesma desculpa de que querem dar aos filhos tudo aquilo que nunca tiveram e, na maioria das vezes, eles estão conseguindo. Eles estão dando um estudo no melhor colégio, cursos de idiomas, dinheiro para gastar no shopping, um computador de última geração pro filho ficar enfiado em casa durante o pouco tempo livre que sobra, roupas, tênis, celular, tudo muito caro, etc… E sempre cobrando da gente boas notas, pois estão investindo muito… Na maioria das vezes, os pais não têm mais tempo para os filhos, não conversam mais, não fazem um carinho…
Ele fez uma pausa. Eu estava boquiaberta com o que ele acabara de falar-me e meus pensamentos foram a mil. Mal comecei uma frase
- Meu filho, você tem razão. É isso mesmo…
E ele me interrompeu dizendo:
Mãe, quando a gente chega em casa, o que mais a gente quer é o colo da mãe. Quando vai mal nas provas ou quando acontece alguma coisa ruim, a gente quer colo. Por que você acha que hoje tantos jovens são quase revoltados? Na maioria das vezes, eles estão querendo chamar a atenção, ser notados… Só que no lugar errado e de forma errada: na rua e com violência.
- Dei um grande abraço em meu filho, beijei-o com muito carinho. E lhe disse:
Meu filho, eu espero que a morte da Joana não tenha sido em vão, pois quem sabe desta forma muitos pais vão repensar suas atitudes para com seus filhos!
Ele olhou-me carinhosamente e concluiu, antes de sair para a escola:
Não somos máquinas, mãe. Não somos todos iguais. Não é porque o filho da vizinha tira só dez que todos nós vamos tirar 10. Talvez, nem todos nós queiramos falar inglês!
Seus olhos cheios de lágrimas revelavam a dor que sentia pela morte da colega e, ao mesmo tempo, o quanto meu filho valorizava a nossa família. Já fora de casa, ele voltou correndo e me deu um forte abraço e me disse:
- Mãe, obrigado por eu poder contar sempre com você nos maus momentos… E, obrigado, também, pelas broncas, pois sei que as mereço.
Depois que ele virou a esquina, fechei suavemente a porta, pensativa e convencida de que o tempo e o amor são os melhores investimentos que podemos fazer pelos nossos filhos. O resto é consequência. Nada é mais importante que estes meios essenciais para a felicidade de nossos filhos. E, “sem dúvida, só assim poderemos também ser felizes com a consciência tranquila de ter cumprido bem a nossa missão de pais.”
(Autor anônimo, circulando na Internet)

"COM A CONVICÇÃO QUE AÇÕES JUNTO A FAMÍLIA AJUDAM NA FORMAÇÃO DOS SERES HUMANOS"

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Muito Facil Criticar: Realidade do Esporte na Bahia

Muito fácil criticar... Difícil é ter que encontrar patrocinador e seguir adiante com seus sonhos... Acordar cedo, tentar manter uma dieta equilibrada, comprar equipamentos e uniformes, treinar, treinar, treinar, competir, ganhar, perder e ouvir críticas... ter pais como patrocinadores (e quase nunca ricos, diga-se de passagem!!!!), não ter lugar para treinar, não ter salário, não ter incentivos, não ter preparação completa - nutricional, técnica, física e emocional. Muito fácil assistir e falar mal. 
Difícil é acreditar nos sonhos, ser persistente, ser convicto e fazer os outros acreditarem. Portanto, pensem e conheçam antes de falar. Ou simplesmente, aprecie. Simples assim.

"Para o nosso país crescer no Esporte é preciso de investimento primeiro na Educação e depois nos atletas."


Equipe SESB-BA no Campeonato Brasileiro Regional de Judô em Guarapari - ES - 2008

terça-feira, 2 de outubro de 2012

UM POR TODOS E TODOS POR UM: Uma perspectiva voltada para o esporte Voleibol.



Os mosqueteiros

Quando algum amigo nosso está com problema, o que devemos fazer? Certamente, ajudá-lo se pudermos fazer isso. No vôlei não é muito diferente. Quando um de nossos companheiros tem problemas para rebater a bola, devemos ajudá-lo. Podemos fazer isso indo buscar uma bola mal rebatida e “salvando” a jogada, ou “cobrindo” a posição de um companheiro.
A vantagem que temos o vôlei quando formos ajudar nossos colegas de time é que os problemas que enfrentamos são previsíveis. Durante o jogo, as situações (ou problemas) que aparecem não são exatamente as mesmas, mas podem ser bastante parecidas; por exemplo, quando corremos atrás de uma bola para “salvá-la”, ou temos de nos preparar para receber um saque ou um ataque do outro time.
Espirito de equipe - Seleção Brasileira de Voleibol
Essa “repetição” de situações problemáticas permite que nós, se estivermos preparados, possamos antecipar algum movimento que termos de fazer para ajudar o time. Isso pode acontecer tanto no saque quanto no momento de recebê-lo, tanto quando atacamos quanto nos momentos em que defendemos. No vôlei é assim: um jogador por todos do time e todos os jogadores por um só objetivo.
Tratando-se de um esporte coletivo, no voleibol vale aquele ditado de que “uma só andorinha não faz verão”, pois o sucesso da equipe depende do trabalho de cooperação de seus integrantes. O espírito de equipe fica evidente nas vitórias e nas derrotas,quando as alegrias e as tristezas, as conquistas e as decepções são divididas por todos os jogadores.

                                                                            REFERÊNCIA:

sábado, 4 de agosto de 2012

ABORDAGEM DE LUTAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A Violência e as Artes Marciais

A violência hoje praticada em áreas urbanas está crescendo muito e chegando a níveis intoleráveis por todos nós.

Não só adultos como também a juventude de hoje está cada vez mais violenta principalmente pelo fato de que vivemos em uma sociedade que constantemente faz apologia a violência como formas de heroísmos e glórias. Essas manifestações de violência chegam até nós de diversas formas tais como: televisão, cinema, desenhos animados, brincadeiras infantis com uso de armas de brinquedo, e outros costumes que invariavelmente incitam atos violentos.

Muitas pessoas temem as artes marciais e seus praticantes porque acham que são eles os responsáveis pela violência neste mundo. Uma vez que eles aprendem técnicas consideradas "mortais" ou "fatais", a mídia acredita que os artistas marciais são violentos e, sem exagero, perigosos. 

Então para que servem o uso das artes marciais? - pessoas poderiam perguntar. Servem, antes de tudo, para modificar em tudo na vida de uma pessoa. Até em atividades que não tenham nada a ver com esporte ou movimento, a pessoa apresenta um rendimento e uma criatividade maior. Contribuem também na formação da personalidade da criança inciando os treinamentos juntamente com as atividades escolares. 

Além de melhorar a vida de uma pessoa, as artes marciais ajudam o artista marcial a encarar a violência como um mal que pode ser combatido e não como uma arma a ser usada. Para que brigar? Para que machucar ou matar alguém? O que se ganha com isso?

Sendo assim, nós praticantes de artes marciais não podíamos nos ausentar de tais discussões principalmente pelo fato de as lutas marciais estarem geralmente associadas aos atos de violência praticados por pessoas que se dizem "lutadores” e que na verdade não passam de criminosos comuns.

O problema da violência crescente nos dias de hoje está enraizado na organização familiar e social  bem como nos problemas sociais em que vivemos.

Nossos jovens crescem e se educam aprendendo que atos de bravura e heroísmos são sinônimos de violências de diversas formas. O poder da TV nos dias de hoje intensifica ainda mais essa penetração de tais conhecimentos deturpadores dentro de nossas casas.

Nossos governantes ainda mantém uma política de combate à violência centrada em repressão e punições enquanto a idéia mais adequada seria investir muito mais em educação e no controle de informações com conteúdos violentos veiculados por todos os seguimentos da mídia. Também seria aceitável a melhora considerável das condições de cidadania das pessoas que dessa forma retomariam aquele sentimento de humanidade há tanto perdidos.

O que vemos na maioria dos casos é uma explosão de violência juvenil que assusta ainda mais nossas comunidades. Todos os dias assistiram nos noticiários que atos de violência foram cometidos na maioria dos casos por menores infratores.

O problema se agrava ainda mais pelo fato de a legislação que cuida dos direitos e deveres dos menores em nosso país (Estatuto da Criança e do Adolescente) servir de escudo para esses menores praticarem qualquer tipo de ato ilícito.

Essa mesma legislação que protege o menor digno e bom cidadão protege também o menor infrator e em muitos casos assassino também.

Nós, praticantes de Taekwondo há muitos anos, somos mais importantes ainda nesse processo de contenção da violência,  utilizando nossos conhecimentos marciais e filosóficos para formar cidadãos dignos e corretos. Na prática do Taekwondo prezamos antes de qualquer coisa a disciplina entre os atletas e incentivamos constantemente o exercício do respeito pelo próximo e a busca do autocontrole. Também desenvolvemos o gosto pela competição por entendermos que dentro dos limites de nossa arte marcial a competição imita em muito a competição da vida. E dessa forma o atleta acaba ficando mais preparado para enfrentar as diversas situações que a vida lhe proporcionará.

Se você quer praticar o Taekwondo, escolha uma academia e um professor que sigam uma doutrina séria e disciplinada, com ênfase na prática filosífica do Taekwondo juntamente com a parte esportiva. Procure sempre indicações de amigo sobre professores e academias devidamente registradas nas federações e confederações oficiais de taekwondo.



Autor: Professor Wilton M. Rosa - Faixa Preta, Filiado à C.B.T.K.D. e à F.P.T.K.D.