terça-feira, 14 de junho de 2022

Meninas do Projeto Girls Evolution Black na abertura do JEB 2022

Os Jogos Escolares da Bahia (JEB) estão de volta depois de dois anos sem realização por conta da pandemia do novo corona vírus. O lançamento da décima primeira edição aconteceu no dia 24 de março de 2022, em evento realizado no auditório da Secretaria da Educação (SEC), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A edição deste ano traz como tema “Esporte educacional como estratégia de inclusão e busca ativa na Bahia”, e as disputas reúnem talentos do esporte em diversas modalidades individuais e coletivas, vindos de escolas das redes municipal, estadual e privada de todo o estado.


As atividades do JEB 2022 começaram ao longo do mês de março com a mobilização estudantil nas escolas, e, entre os meses de março a julho, serão realizadas as etapas Escolar, Municipal e Territorial. Depois acontecerá a Etapa Estadual, no mês de agosto com as equipes campeãs da etapa Territorial. Os campeões da etapa estadual, com idade entre 15 e 17 anos, participarão dos Jogos da Juventude, no mês de setembro, em Aracaju; e os com idade entre 12 e 14 anos disputarão os Jogos Escolares Brasileiros, no mês de novembro, no Rio de Janeiro.

Os jogos contarão com disputas de vários esportes, dentre eles o basquete. Para professor de Educação Física do Colégio Estadual Edson Carneiro, Marielson Alves, essa é uma possibilidade de ampliar a visão de mundo dos/das adolescentes da rede e apresentar a sistematização dos conhecimentos que são trabalhados na educação física escolar. “É uma oportunidade de desenvolvimento integral a partir da prática esportiva”, afirmou o professor da unidade, que vai participar dos jogos com duas equipes de basquete feminino.

A estudante da equipe de basquete feminino do Colégio Estadual Edson Carneiro, Julia Macêdo, 16 anos, aluna do 1º ano do Ensino Médio, espera vencer na modalidade que já pratica há quatro anos com bons resultados em competições. “Minha expectativa é ganhar. A gente está treinando muito para isso. Este ano, a gente pretende ir ainda mais longe do que a gente já foi. Pretendo seguir com o basquete profissionalmente por minha vida inteira”, projetou a jovem.

domingo, 5 de junho de 2022

Talento Esportivo - Federação Baiana de Basketball - 2022

 

Final do ano de 2021 a Federação Baiana de Basquete indicou duas alunas do Projeto Basquete Girls Evolution para participar do Programa Estadual para Apoio ao Esporte na modalidade Talento Esportivo. Dessa forma, as alunas Ana Carolina Portugal Carvalho e Rafaela de Jesus Santana Silva foram contempladas com o Bolsa Esporte. Essa indicação da Federação Baiana de Basquete foi um grande incentivo para as meninas se dedicarem mais ao esporte e aos estudos e em pouco mais de 6 meses elas evoluíram bastante com a orientação do professor Marielson Alves. Como resultado as alunas do Projeto Girls Evolution indicadas como Talento esportivo despontam como as principais representantes da Bahia no Basquete Feminino na Categoria Sub 18 feminino, estando presente na Seleção Baiana de Basquete 5v5, na seleção Baiana de Basquete 3x3 e na seleção Baiana Escolar 3x3. Atualmente as duas  buscam vaga na seleção Baiana Escolar de Basquete 5v5 e, também disputam vaga para a etapa nacional do Basquete 3X3 da Confederação Brasileira de Basketball.

Diretor Paulo Silva e o Professor Marielson Alves do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro recebem troféu das alunas Rafaela Silva e Ana Carolina Carvalho Campeãs Estaduais que representarão a Bahia no Campeonato Brasileiro Regional de Basquete 3x3, promovido pela CBB, na categoria Sub 18 feminino que acontecerá no mês de Julho deste ano.

Julia Nunes, Ana Carolina Portugal, Rafaela Silva e Maressa Lopes representam a Bahia na Seletiva Nacional Escolar para a Gymnasiade na modalidade Basquete 3x3 em Maricá-RJ em Abril de 2022.

Estudantes Ana Carolina Portugal e Rafaela Silva participam da abertura dos Jogos Escolares da Bahia no Centro Administrativo da Bahia, promovido pela Secretaria e Educação do estado da Bahia em Março de 2022.

Rafaela Silva e Ana Carolina Carvalho integram a Seleção Baiana de Basquete 5v5 no Campeonato Brasileiro de Base 2022 promovido pela CBB em Fevereiro de 2022 em Salvador-BA.


As alunas do Projeto Girls Evolution Julia Macêdo, Ana Carolina Carvalho e Rafaela Silva são destaques no Campeonato Baiano de Basquete 3X3 na categoria sub 23 feminino em Dezembro de 2021. 





domingo, 1 de maio de 2022

Conheça a Seleção Baiana Escolar de Basquete 3x3 - 2022

Em Abril de 2022 adolescentes do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro e do Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho representaram a Bahia na Seletiva Nacional para a Gymnasiade 2022 em Maricá-RJ na Modalidade BKT 3X3. Convocadas pela Federação Baiana de Esporte Escolar as meninas adolescentes da Capelinha de São Caetano, bairro da periferia de Salvador-BA, formaram a equipe de Basquete 3X3 na categoria Sub 18 Feminino que buscou vaga para o campeonato mundial que será realizado na França. 




Vamos conhecer um de nossas baianinhas estudantes da rede pública estadual da Bahia?


Julia Nunes
Minha história no basquete começou em 2018 quando eu entrei no Colégio Edson Carneiro e o professor Marielson Alves me chamou para treinar no colégio. Fui gostando do esporte continuei indo. Apaixonei pelo basquete não deixei mais de ir. O basquete me ajudou muito e ajuda até hoje, traz benefícios e várias conquistas que me dão muito orgulho. Me orgulho também com as conquistas do nosso time de meninas guerreiras chamado Girls Evolution. Nosso time junto com o nosso professor temos tantos desafios e várias dificuldades, mas mesmo assim a gente não desiste da pratica esportiva e permanecemos firmes e alegres, sempre motivando umas as outras. O nosso professor nos motiva muito e não deixa agente desistir. O mais importante pra mim é estar todas juntas firmes, fortes e alegres, mesmo tendo tantas dificuldades. As lutas, alegrias, conquistas, compromissos, o professor e o time  me motiva ficar no basquete e ajuda construir minha história no basquete. 


Rafaela Silva
Ter deixado o basquete entrar na vida foi e esta sendo uma das melhores coisas que me aconteceu. Quando o professor Marielson me chamou eu aceitei na hora, eu nunca tive contato com o esporte antes mas eu quis enfrentar esse desafio. No início dos treinos foi muito difícil porque minha mãe não quis aceitar pois eu só tinha 12 anos, isso por ela era super protetora. Outra dificuldade foi insegurança comigo mesma, pelo meu corpo. Essas dificuldades quase motivaram a minha desistência do basquete. Eu agradeço ao professor e as minhas colegas de equipe por está sempre do meu lado todos esse anos. Eu pratico o basquete faz 4 anos e durante esses anos tive várias oportunidades de viagens e vários títulos que marcam a minha trajetória até aqui, sou bi campeã dos Jogos Escolares da Rede Pública, bi campeã dos Jogos Escolares da Bahia, fui representante da Bahia nos Jogos Escolares da Juventude, tive oportunidade de compor a Seleção Baiana no campeonato brasileiro, conheci pessoas de vários estados e eu finalmente comecei a me conhecer e me aceitar mais. Uma das minhas maiores motivações para continuar com o esporte é poder conquistar mais espaços para o basquete feminino na Bahia, inspirar as meninas mais novas a praticar o esporte que mais tem me ajudado a melhorar como pessoa. Só tenho a agradecer ao basquete por estar me proporcionando momentos incríveis e experiências que jamais serão esquecidas, eu espero muito seguir com o esporte, mas se isso não acontecer eu vou ter para sempre guardado no meu coração os aprendizados e as pessoas que conheci durante esses anos, o basquete deixou de ser só um esporte para mim quando ele começou a me ajudar internamente, e sinceramente não vejo ele fora da minha vida.


Maressa Lopes

Tenho aproximadamente 7 anos no basquete, comecei a praticar o basquete em 2016 quando o professor Marielson me convidou pra participar do projeto da escola no qual ele estava montando um time junto com outras meninas. No começo foi um pouco complicado porque eu não sabia nada, e no início sempre é mais difícil porque você não tem muito costume e acaba ficando insegura, mas aí o professor foi ajudando e nos ensinando que tá tudo bem errar e que não é pra abaixar a cabeça quando errar, pelo contrário, é pra manter a cabeça erguida e treinar ainda mais e ter persistência... O basquete me proporcionou muitas oportunidades, experiências e aprendizados. Me ensinou que sempre terá desafios mas devemos sempre persistir, sempre terá dificuldades mas devemos ter força de vontade pra continuar! O esporte em si é muito importante e eu aprendi isso quando comecei a praticar o basquete, e o que mais me motiva é ver que o basquete feminino tem ido pra frente e que outras meninas assim como eu que não sabiam absolutamente nada agora estão descobrindo o basquete e demonstrando força de vontade pra começar a praticar também. É muito importante ver o basquete feminino tomando força e indo pra frente!


Ana Carolina Portugal

Minha história no basquete começou quando o professor Marielson  me convidou para fazer parte da equipe em 2017, dessa forma o basquete entrou na minha vida. Com isso fui Campeã Baiana de Basquete 3x3 pela Liga do Nordeste, Tri campeã dos Jogos Estudantis da Rede Pública, Tri campeã dos Jogos Escolares da Bahia, representante estadual nos Jogos da Juventude, tive a oportunidade de participar da Seleção Baiana que jogou o campeonato brasileiro de base este ano. Tive varias oportunidades de viajar,  fui para Curitiba (PR) que foi minha primeira viagem pelo esporte, fui para Natal (RN) e para Pernambuco. O basquete me ajudou a amadurecer de uns anos pra cá, comecei  a levar as coisa mais a sério, que foi uma das minhas maiores dificuldades para continuar no esporte. Uma das coisas que esta me motivando a  continuar é o fato de eu esta vivendo varias experiências que sem o basquete eu não teria. Agradeço ao professor Marielson, as minhas colegas de equipe e a minha família por esta  me incentivando a continuar nessa jornada que tem sido muito importante para minha vida.


REALIZAÇÃO:

 

 




quarta-feira, 30 de março de 2022

Basquete pra mim é...

Em 2022 o Colégio Estadual Professor Edson Carneiro, localizado em São Caetano (Salavador/BA), retoma suas atividades esportivas ampliando ações do Projeto Basquete Girls Evolution com incentivo do Prêmio Jorge Conceição 2021, além ganhar o reconhecimento pela Rede Internacional de Basquetebol Educativo - R.I.B.E. com o Prêmio al mérito deportivo Quijote de Plata 2021.

Equipe participante da Copa Pernambuco de Basquete em Dezembro de 2021.

O Projeto Girls Evolution, desenvolvido pelo professor Marielson N. Alves, foi inspirado em experiências de um projeto piloto intitulado Esporte Cor de Rosa, apoia e reforça lutas históricas das mulheres negras das camadas populares para se inserir em espaços que lhes foram negados, contemplando a oportunização de experiências esportivas e educacionais às meninas adolescentes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio matriculadas no Colégio Estadual Professor Edison Carneiro - CEPEC. Com o objetivo de elevar o nível cultural, esportivo e educacional feminino e minimizar diferenças relacionadas ao acesso de meninas negras aos espaços das leituras e de prática esportiva, através das vivências com o basquete. 


Turma Basquete Girls Evolution Black 2022 - Vespertino/CEPEC.

Nossa primeira ação em 2022, ainda no meio virtual, foi estimular reflexão das meninas com a pergunta: Basquetebol pra mim é o quê? E tivemos as seguintes respostas:


Basquete pra mim é : aprendizado, é evolução, é saber trabalhar em equipe, é ser persistente, é uma forma de trabalhar a mentalidade e saber lidar com os problemas, basquete pra mim é união!

Maressa Adriele Lopes





Basquete pra mim é: Aprender a ter sucesso, fazer acreditar, transformar uma situação negativa em positiva, é ter amor em jogar como se fosse um último jogo, é ter compromisso com sua equipe, e está disposta fazer aquilo que nós amamos!

Amanda Barreto





Basquete pra mim é: nunca desisti dos objetivos que temos, é alegria, trabalho em equipe, compromisso, foco e sobre tudo união, basquete pra mim é uma FAMÍLIA.

Ellen Vitoria dos Santos





Basquete pra mim é: conquistar espaço, ter uma visão  ampla que é o melhor esporte que há, além de ter uma equipe que podemos chamar de família, é ter um afeto como se fosse casa, jogar e se divertir, competir independente do resultado e ver que estamos ali para aprender e cresce mais e mais com erros e acertos, a melhor parte de ter o basquetebol em nossa vida é ter o prazer de jogar com alegria e vontade, e é por isso que amo esse esporte.

Brena Oliveira



Basquete pra mim é mais do que apenas um esporte, é uma forma de arte, é uma paixão.

Talita Ferrer






Basquete pra mim é força, evolução, união, pessoas ajudando as outras a evolui e junto evoluindo e aprendo, trabalho em equipe e é isso e muito mais.

Maria Eduarda Batista





Basquete para mim é minha forma de respirar, de reduzir o estresse e me sentir parte de alguma coisa e saber que talvez eu seja um exemplo para alguém.... Os jogos já me proporcionaram experiências únicas.

Juliana de Jesus





Basquete pra mim é um jeito que eu tenho de fugir de todos os meu problemas e me ajudar a ver que ainda existe pessoas unidas para um propósito.

Vitoria Camili





Basquete pra mim é companheirismo, é trabalho em equipe, é uma família que se não cuidarmos ela ira se desfazer, não penso nele só como esporte, pra mim é mais do que um esporte ele me ajudou de tantas maneiras que não da pra se listar.

Rafaela Silva





Basquete pra mim é: Trabalho em equipe, ganhar resistência, agilidade, força, equilíbrio, melhora a cognição, ter companheirismo e união, ter força de vontade para evoluir e superar os objetivos.

Rebeca Abade





Esse é nosso basquete!

sexta-feira, 19 de março de 2021

A "Juventude" é apenas uma palavra

Texto elaborado em 22 de janeiro de 2021, referente a uma das produções feitas durante o Curso de Especialização em Políticas Públicas, Infâncias, Juventudes e Diversidade da Universidade de Brasília durante experiências com o componente curricular: Políticas públicas e Interdisciplinaridades que teve como docente: Vicente de Paula Faleiros e uma turma de discentes simplesmente fantástica.


Sinopse – A “juventude” é apenas uma palavra

Entrevista com Pierre Bourdieu extraída das paginas 112 a 121 do livro Questões de Sociologia de 1983.

Temática do texto: Este texto traz considerações relacionadas aos entendimentos acerca das juventudes em uma visão sociológica com algumas reflexões acerca do ser jovem e de sua relação com a escola e sua inserção no mundo trabalho.

As ideias centrais apresentadas na entrevista da pelo autor perpassam por reflexões acerca das possibilidades de compreender a relação entre a juventude e a velhice e, também pela análise do impacto das transformações e divisões de classes sociais na constituição das aspirações nos projetos de vida das juventudes. Além disso, foi percebido que o texto apresenta aproximações com a concepção histórica e crítica e está alinhado ao campo de estudo que investiga a e tenta compreender a pratica social.

Logo no inicio do texto o autor afirma que em todas as sociedades existem disputas entre a juventude e a velhice. Depois discorre sobre uma estrutura social onde a divisão lógica entre jovens e velhos não devem ser considerados apenas a complexa relação idade biológica e idade cronológica, mas também as questões de gênero e classe na divisão de poderes.  

Em seguida o autor apresenta considerações do o ser adolescente para argumentar a existência de duas juventudes, uma conectada a burguesia e outra a classe operária. A partir daí destaca as diferenças entre as classes fazendo conexões com a transformação do sistema escolar e as perspectivas de inserção ao mundo do trabalho.

Para tanto o autor reconhece que os questionamentos acerca da escola e do trabalho é global, mas esse questionamento precisa ter mais consistência pare reconhecer os fracassos e para suportá-los. E retoma as discussões acerca da juventude e velhice salientando que o sistema escolar é o local onde as gerações convergem.

“somos sempre o jovem ou o velho de alguém” (BOURDIEU, 1983 p.2). Esse recorte do texto estimula a refletir as subjetividades ou as complexidades que envolvem o ser jovem e o ser velho. A depender do ponto de vista, do momento histórico, da raça, gênero e classe social de quem busca identificar ou compreender esse recorte geracional se torna um processo de diversas descobertas.

Uma das grandes contribuições desse texto para as próximas ações profissionais direcionadas ao público adolescente é o reconhecimento de que essa fase é marcada pela irresponsabilidade provisória onde os mesmos são adultos para algumas coisas e são crianças para outras. Essa observação abre espaços para ampliação de compreensões acerca do estudante adolescente e das suas relações no ambiente escolar.

Referência

BOURDIEU, Pierre. A "juventude" é apenas uma palavra. In: Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero. 1983. p. (112-121). Disponível em: http://www.observatoriodoensinomedio.ufpr.br/wp-content/uploads/2014/04/a-juventude-e-apenas-uma-palavra-bourdieu.pdf. Acesso em: 15. Jan. 2021.

Educação Física, Saúde e Bem-estar: Caminhos para aprender no ensino remoto.

Trata-se de conteúdo apresentado na Live pelo Instagram do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro no dia 19 de março de 2021 como uma ação para acolhimento dos estudantes e da comunidade desse colégio. 

Organizado pela coordenação e gestão escolar a live abordou o tema Educação Física, Saúde e Bem-estar: Trilhando caminhos para aprender no ensino remoto e contou com a participação dos professores de Educação Física Marielson Alves e de Biologia Valter Barbosa.


 

TOP 10

Dicas para cuidar da saúde e do bem estar nessa fase de ensino remoto.


10 – INICIATIVA

Saia da zona de conforto.

9 – PREPARE O ESPAÇO

Se possível em local arejado, separe uma toalhinha, escolha lugar que lhe permita fazer os exercícios escolhidos.

8 – ESTIPULE UM HORÁRIO FIXO

É preciso criar uma rotina, escolher horário que se sentir mais confortável para se exercitar.

7 – APROVEITE OS SEUS RECURSOS TECNOLÓGICOS

Aulas online, Canais no Youtube, Aplicativos.

6 - RESPEITE SEUS LIMITES

Para os iniciantes é importante respeitar seus limites, adaptar às necessidades individuais e transformar a prática de atividade física uma rotina. É importante progredir gradualmente.

5 – CUIDADO COM A ALIMENTAÇÃO

Nada de fazer exercício sem se alimentar ou fazer exercício logo após se alimentar (ideal após 30min).

4 – DÊ ATENÇÃO AO ALONGAMENTO

Importante na preparação ou no relaxamento.

3 – RESPIRE BEM

Tenham cuidado com a respiração durante exercício, evitar segurar o ar quando fazer força, dedicar um tempo no final dos treinos à respiração.

2 – DURMA BEM

Importante o tempo de descanso do corpo, para recuperação do corpo e para manutenção de funções do nosso organismo.

1 – CUIDADO COM A POSTURA

Passar muitas horas na frente do celular, computador ou ate assistindo tv sentado de forma inadequada podem geram problemas principalmente na coluna.

DICA DE OURO –  SE MOVA

Importante que reservar pelo menos 30 minutos do seu dia para se exercitar. Pode ser dois tempos de 15 ou um de 30 minutos, o importante é se movimentar.

Polichinelo, abdominal, apoio, agachamento são os mais conhecidos e ideais para iniciantes ou quem já possui um bom condicionamento físico, mas se você gosta ou é adepto de algum esporte pode também aproveitar esse momento para melhorar seu gesto esportivo ou realizar exercícios funcionais.

Autor: Marielson Alves (Professor de Educação Física, Especialista em Educação Física, Desporto escolar, Artes marciais e Lazer)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Branquitude e Branqueamento & Boa esperança

Produção feita por Marielson N. Alves como etapa do processo formativo do componente curricular: Questão Racial, Cultura e Diversidade referente ao curso de Especialização em Políticas Públicas, Infâncias, Juventudes e Diversidade com a supervisão da professora Marjore Chaves da Universidade de Brasília.

Este texto visa apresentar algumas conexões entre algumas percepções a partir da leitura do artigo Branqueamento e Branquitude no Brasil de Maria Aparecida Silva Bento (2002) e a análise da letra e do videoclipe oficial da música Boa Esperança de autoria do Leandro Roque de Oliveira (rapper, cantor e compositor Emicida).

Uma temática perceptível na leitura do artigo, da letra da música e do vídeo clipe acima mencionado é trato das relações raciais no Brasil e a reprodução do racismo com conexões de elementos que indicam alusões ao período de escravidão e o estimulo à análise crítica das realidades. Segue recortes de uns dos trechos da letra da música do Emicida, lançada em 2015, que expressam resgate histórico e representam a realidade contemporânea:

“... E os camburão o que são?
Negreiros a retraficar
Favela ainda é senzala...”

 

“... O tempero do mar foi lágrima de preto
Papo reto, como esqueletos, de outro dialeto
Só desafeto, vida de inseto imundo
Indenização? Fama de vagabundo
Nação sem teto, Angola, Ketu, Congo, Soweto...”

 

Uma representação da construção do imaginário negativo sobre o negro que dialoga com as ideias acerca da branquitude citada pela Bento (2002, p.2-3).

Como desdobramento da temática que percebemos podemos destacar a discriminação racial e a defesa de interesses do branco. Para Bento (2002, p.4)  essa discriminação se apresenta como uma forma de manutenção e conquista de privilégios. O que instiga a refletir acerca da parte inicial do refrão da música com possíveis conexões com ideia de manutenção de interesses do branco: “... Pra sua guerra vão nem se lixar, Esse é o X da questão...”. E, também, com a ideia de discriminação racial evidente no trecho: “...Médico salva? Não! Por que? Cor de ladrão...”.

Como um dos aprofundamentos do texto da Bento (2002, p.5) temos o conceito de exclusão moral a desvalorização do outro como pessoa e como ser humano. Fica perceptível exclusão em partes da letra da música do Emicida, mas a cena da mulher jovem negra que se apresentou com autoestima elevada foi assediada pelo senhor branco e em seguida a senhora branca a empurrou a jovem negra na parede e retirando o batom. Gerando indignação e desvalorização moral, onde o foco é a negra e há um silenciamento do branco.

Nesse contexto ainda podemos analisar criticamente a culpabilização da população negra em diversas problemáticas sociais enquanto o papel ou a intervenção do branco nessas situações pouco são discorridas e marca existente abismo das desigualdades raciais e das diferenças de classe.

Para tanto, a busca de respeito aos negros e reconhecimento de seu real valor histórico e social são convergências nos textos analisados e auxiliam a compreender os sistemas de dominação do pondo de vista do dominado.  

REFERÊNCIAS

BENTO, Maria Aparecida Silva. Branqueamento e branquitude no Brasil. In: Psicologia social do racismo – estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil / Iray Carone, Maria Aparecida Silva Bento (Organizadoras) Petrópolis, RJ: Vozes, 2002, p. (25-58). Acesso em: 18. Jan. 2021. Disponível em: http://www.media.ceert.org.br/portal-3/pdf/publicacoes/branqueamento-e-branquitude-no-brasil.pdf

DE OLIVEIRA, Leandro Roque (Emicida). Música: Boa Esperança. Acesso em: 14. Jan. 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=AauVal4ODbE&feature=emb_logo