sexta-feira, 24 de abril de 2020

A Educação Física na Escola: Reflexões sobre o cenário atual

A Educação Física Escolar apresenta-se em um cenário de diálogos com as perspectivas abordadas na Base Nacional Comum Curricular - BNCC e com a reafirmação de sua legitimidade na Educação Básica.

A busca pelo alinhamento da Educação Física Escolar com a BNCC este componente curricular foi alocado na área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, junto aos componentes: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna e Arte. Mas, vale salientar que a Educação Física poderia ter sido inserida na área de Ciências Humanas e suas tecnologias, por ter ligações importantes com os conhecimentos produzidos historicamente, naquilo que se convencionou denominar de Cultura Corporal. Além disso, poderíamos defender que a Educação Física fosse agrupada à área de Ciências Naturais, com considerações sobre saúde e qualidade de vida, interfaces abordadas que possuem elo com o componente: Biologia.

Dessa forma a Educação Física indica compreensões e contextualiza a comunicação humana através das abordagens com a Linguagem Corporal (DARIDO, 2002 p.141 - PCN+). Mesmo com sua relevância, comprovada em sua vasta produção cientifica, esse componente, contraditoriamente, vem perdendo legitimidade na Educação Básica. Revelando que a atual concepção educacional de muitos sistemas de ensino tem como destaque a linguagem escrita como a única manifestação de um texto.

Antes mesmo da comunicação através das palavras e da escrita, os seres humanos se comunicavam por meio do movimento e do corpo. Corpo esse que sente, se expressa e se movimenta. Corpo que, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (2000, p.38), ao mesmo tempo integra o individuo na realidade do mundo e se apresenta carregado de significados.

Conforme Neira (2009, p.9) o repertorio de gestos e práticas corporais cultivadas na comunidade escolar nem sempre é valorizado pelas instituições educativas. A cultura de privilegiar a dimensão cognitiva não pode secundarizar outras dimensões importantes para a formação dos educandos. Propomos que isso precisa ser repensado no sentido de considerar o emocional, o corporal e o social para que os sistemas de ensino tenham melhores perspectivas de desenvolvimento de uma educação de qualidade.

Outra questão relevante nesse cenário é a necessidade de ampliar oportunidades no campo da Cultura Corporal tendo em vista que a incidência cada vez maior de jovens obesos, o pouco acesso a diversificadas praticas corporais na infância entre outros conhecimentos que contribuem para a compreensão básica que favoreça a autonomia dos estudantes. Inclusive a diretriz IV do artigo 27 da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional contribui com indicações que versa sobre a importância da promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais.

Para tanto cabe aos professores recuperar o prestigio perdido nas ultimas décadas, propondo e desenvolvendo intervenções que realmente alcancem os objetivos coerentes com a contemporaneidade e reafirme a legitimidade da Educação Física em todas as etapas do ensino. Além disso, é imprescindível que os sistemas de ensino realizem formações inovadoras continuadas que dialogue com contexto local e global, e por ultimo, não menos importante, as universidades precisam periodicamente rever seus currículos visando acompanhar a dinâmica das transformações sociais e as necessidades reais no cenário da Educação Básica visando melhorias na qualidade da formação integral dos milhares de estudantes.

Autor: Marielson Nascimento Alves


A Educação Física na Contemporânea - Algumas possibilidades

Vivências do conteúdo Lutas com a turma do 7º ano do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro em 2019 - Fazer o uso de uma proposta curricular que aborde vifersificados conhecimentos no Ensino Fundamnetal.


Vivência com a brincadeira Pato Ganso com a turma do 2º ano da Escola Municipal Assistência Social São José em 2019 - Trabalhar valores e a questão emocional com a turma contribui para o melhor desenvolvimento das aulas e para o aprendizado significativo.

Vivência Rede Humana durante os estudos sobre o voleibol com a turma do 7º ano do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro em 2019 -  Contemplar as praticas tradicionais e fazer adaptações nas praticas corporais para que todos tenham oportunidades de acesso ao conhecimento pode ajudar na redução de desigualdades.

Vivência da afetividade com a turma do 2º ano da Escola Municipal Assistência Social São José em 2019 - Estimular a reflexão das praticas e ampliar vinculos de amizade corrobora para melhores entendimento sobre os diferentes conhecimentos e também para melhorias na relações inter-pessoais e intra-pessoais.

Participação de estudantes do Colégio Estadual Edison Carneiro no evento intitulado: Dialogos com a juventude, promoviso pelo Instituto Anisio Teixeira em 2019 - Proporcionar experiencias fora do ambiente escolar contribui para ampliação da visão de mundo dos alunos e ainda ajuda na construção das identidades, além de valorizar a propria escola.

Final das atividades da equipe de Basquete Feminino do Colégio Estadual Edison Carneiro em 2019 - Oportunizar ao acesso ao desporto educacional é uma possibilidade decisiva na transformação social de estudantes, alem de ampliar o acesso às praticas da cultura corporal podendo haver dialógos com outras propostas pedagógicas.


quarta-feira, 31 de julho de 2019

Função da Educação na Formação do Sujeito

A Educação historicamente assume papel relevante na vida das pessoas por estar vinculada ao mundo do trabalho e à prática social, atualmente, se reestrutura frente às novas tecnologias, às novas perspectivas pedagógicas e às diversidades de realidades, com papel fundamental no processo de informação e formação dos sujeitos.

Amparado pela a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (Lei 9394/96), a educação tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

Caracterizada pela socialização de conhecimentos acumulados pela humanidade que possibilita aos sujeitos alcançarem o desenvolvimento de suas potencialidades, ao longo da vida, pois o principio básico da educação é a formação integral para a vida no mundo, ou melhor, a vida em sociedade. Compondo um conjunto de experiências de caráter social que contribui para grandes transformações individuais e coletivas importantes para o desenvolvimento da identidade e autonomia, para a formação da consciência crítica e para ampliação da visão de mundo. Dessa forma, segundo Edgar Morin (1990), o papel da educação é ensinar a enfrentar a incerteza da vida, em outras palavras, o papel da educação é de instruir o espírito a viver e a enfrentar as dificuldades do mundo.

Nas ultimas décadas mudanças profundas ocorreram em escala mundial, entre elas o avanço da tecnologia de informação e a globalização, ampliando exigências da sociedade em questões que envolvem a educação sintetizando a busca pela qualidade, entretanto, paradoxalmente, cada vez mais as políticas de estado restringem o financiamento de atividades especificas das instituições educacionais, especialmente em países como o Brasil. Um país em que as desigualdade sociais, o desemprego, a pobreza, a fome, a violência, a desestruturação das famílias e pouca de valorização da educação aliado a problemas ambientais torna o cenário educacional tão complexo diante da diversidade de contextos que os sujeitos estão inseridos.

Dessa forma, consciente da complexidade que envolve o processo educativo e de que a educação é um dever compartilhado entre a família e o Estado é importante que os sujeitos, em sua formação para a vida, possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para, na medida do possível, melhorá-la buscando a valorização e a apropriação de conhecimentos aliado a ações políticas-administrativas em prol do desenvolvimento continuo de educação com qualidade e que contemple a diversidade dos sujeitos de forma equitativa e efetiva.

Autor: Marielson Nascimento Alves 
(Prof. Especialista em Educação Física, Desporto Escolar e Artes Marciais)

Turma que concluiu o Ensino Médio em 2018 no Colégio Estadual Edson Carneiro.

domingo, 7 de julho de 2019

O judô como elemento de inclusão social no Colégio Estadual Edson Carneiro

Socialização de recortes das intervações no Colégio Estadual Edson Carneiro com o projeto Judô Evolução durante o periodo de março de 2016 a dezembro de 2018 desenvolvido pelo Professor de Educação Física e faixa preta 2º Dan Marielson Alves no turno vespertino.

Inicio do projeto Judô Evolução em 2016 na quadra do Colégio Estadual Edson Carneiro.

INTRODUÇÃO
A comunidade escolar é um espaço de convivência caracterizado pela pluralidade de conhecimentos e com variadas formas de manifestações sociais e culturais. Desta forma, para realizar estudos acerca de ações inclusivas na escola faz-se necessário considerar o contexto, dentro e fora da escola, que os estudantes estão inseridos.
Este estudo apresenta algumas abordagens que fundamentam a importância do judô na escola. E, também, vivências com o Projeto Judô Evolução, desenvolvido no Colégio Estadual Edson Carneiro localizado em São Caetano, bairro periférico de Salvador (BA). Com o objetivo de comprovar que a pratica do judô na escola pública evidencia-se como elemento de inclusão social, este estudo apresenta os impactos positivos na formação educativa integral de crianças e adolescentes através das vivências com o judô além de apontar as características que tornam o judô um importante aliado à formação educacional.

Final da aula no Colégio Edson Carneiro em 2017.

CARACTERIZAÇÃO DO OBJETO E ASPECTOS HISTÓRICOS
Considerado elemento da cultura corporal (COLETIVO DE AUTORES, 1992 p. 62) o judô possui raízes nipônicas e com origem no final do século XIX. Criado por Jigoro Kano com base nas técnicas de um sistema de autodefesa tradicional japonês denominado jujitsu. Segundo Sugai (2000 apud De Souza, 2012 p. 1) a intenção de Jigoro Kano foi transformar uma arte marcial tão antiga e popular em outra que se propõe em auxiliar na formação integral do ser humano.
Segundo as pesquisas de Sérgio Lex (2017, p.37) no final de 1914 Mitsuyo Maeda, um dos alunos da Kodokan, chega ao Brasil via rio Amazonas e desembarca em Belém. Em sua bagagem Maeda tinha um amplo conhecimento do judô e aproveitou para ensinar a arte para varias pessoas, fazendo apresentações e divulgando o judô em vários estados brasileiros.
Segundo Virgílio (2000 p.43), os valores educacionais do judô formam um conjunto de fatores que favoreceu o crescimento e o desenvolvimento do judô no Brasil. Assim, o reflexo desse cenário é retratado em dados expressos pela Confederação Brasileira de Judô (2014) que informa a existência de mais de dois milhões de praticantes de judô no Brasil na atualidade, com destaque para o elevado quantitativo crianças e adolescentes que praticam judô em academias, associações e, principalmente em escolas.
Festival de Judô Interno no Colégio Edson Carneiro em 2017.

RELEVÂNCIA DO JUDÔ NA ESCOLA PÚBLICA
Os problemas sociais, a falta de espaços adequados e de tempo, e ainda, o avanço tecnológico que trouxe máquinas como tablets, games, computadores e outros tiram oportunidades de crianças e jovens desenvolverem as diversas formas de praticas corporais. Dessa forma, faz se necessário compensar esta pouca ou ausência de vivências com praticas corporais. Assim, o esporte, em destaque o Judô, nas escolas se insere como importante elemento que pode suprir determinadas carências que ultrapassam as questões corporais e auxilia também na socialização, motivação e nas aprendizagens do currículo escolar.
No Brasil há exemplos de diversas experiências exitosas com judô na escola. Relatos que versam sobre a importância do judô em projetos esportivos e/ou educacionais, devido percepção de resultados voltados para melhorias na capacidade de aprender. 
Para motivar o processo de aprendizagens durante a prática do judô nas escolas a ludicidade é uma das estratégias mais utilizadas quando trabalhado com crianças e adolescentes. Funcionando como meio facilitador de aprendizagens regadas de valores éticos e morais.
Vale salientar que a ausência ou esquecimento dos valores morais, importantes para o comportamento dos estudantes e a existência de professores de unidades escolares que não valorizam os potenciais de seus alunos e/ou não acreditarem no esporte como meio de formação pessoal e transformação social (VIANNA e LOVISOLO, 2011 p. 294 e FERREIRA, 2007 p. 24) são preocupações que geram conflitos. Dessa forma a introdução e aplicação do judô como modalidade esportiva colaboram para a obtenção e resgate desses valores e afirmam o poder motivacional do esporte.
Para tanto, a inserção da cultura e pratica do judô em ambiente escolar é necessária, mas precisa de melhor amparo acadêmico e governamental. Concordando com Rizzo, (2011 p. 18) que se posiciona a favor de haver mais discussões na universidade sobre a sua inclusão desta pratica corporal na escola.
Assim, o poder de transformação social que o judô pode apresentar ou apresenta na escola pública é um grande destaque. Para isso, Lex (2017, p.68) pontua que o professor deve estar consciente de sua função como educador e se ater para que sua aula esteja dentro de alguns parâmetros sequenciais, para que obtenha melhor didática, e consequentemente, a otimização dos resultados frente aos objetivos propostos.

Comemoração do dia Mundial de Judô com a Turma do Judô Evolução do Colégio Edson Carneiro em 2017.

ABORDAGEM INCLUSIVA DO JUDÔ NA ESCOLA PÚBLICA
As realidades de comunidades que se encontram em situação de risco social e a busca de vivências esportivas dentro ou fora do ambiente escolar configuram contextos em que o esporte pode representar uma forma de realização pessoal e de acesso a condição de cidadania (VIANNA e LOVISOLO, 2011 p. 294). Revelando o poder de elevação cultural e inclusão social que o esporte aliado à educação pode proporcionar. Contexto em que o judô se insere por possuir qualidades exaltadas. Ferreira (2007 p. 17) em seus estudos aponta que:

“Nas práticas do judô, percebe-se claramente a mesclagem e a intervenção de diferentes culturas, oriental e ocidental, produzindo um fenômeno sociológico de integração entre povos distintos. A aceitação e respeito pelas diferenças étnicas, culturais, sociais e políticas, onde os princípios, regras e fundamentos do judô, tornados universalizados, permitem essa união. E esse era o grande ideal de Jigoro Kano, o criador do judô”.

Reconhecido pela UNESCO como modalidade de utilidade mundial na formação do ser humano (BATISTA, 2011 p. 194) o judô é um dos esportes de lutas mais praticados no Brasil que, na atualidade, vem sendo um meio eficaz de educar e ensinar valores morais aos jovens, e auxilia estes ter uma vida bem sucedida (RIZZO, 2011 p. 19). De Souza (2012 p. 1) complementa em seus estudos que, através do judô o aluno passa por um processo de autodescoberta que auxilia na formação da personalidade e contribui para a formação global do cidadão. Feitosa Nakassu, Flamino e Arruda (2011 p. 1) expõem que:

“na educação de um aluno, atrelada ao Judô, que não se resume a uma prática tecnicista voltada para fins exclusivamente corporais e sim, uma manifestação cultural esportiva continente de princípios filosóficos que vêm a preencher lacunas formativas.”

Realização do Ukemi no aquecimento da aula de Judô.

PROJETO JUDÔ EVOLUÇÃO NO COLÉGIO ESTADUAL EDSON CARNEIRO
Passando por diversos contextos a pratica do judô tem se revelado como elemento de inclusão social justificado, conforme Hassenpflug (2004 apud Antonio e Almeida, 2013 p.1), pela afinidade com a educação. Situação presente na Escola Estadual Edson Carneiro, unidade da Secretaria de Educação da Bahia localizada em São Caetano (Bairro da periferia de Salvador). Com turmas do Ensino Fundamental e Ensino Médio nos turnos matutino e vespertino essa escola se caracteriza pela escassez de recursos materiais, elevado nível de evasão e o pouco oferecimento de praticas corporais para os estudantes que contemple estratégias desencadeadoras de intervenções inclusivas. 
Inserido em um contexto em que a violência é presente os estudantes, dessa unidade escolar, convivem numa zona de alta vulnerabilidade social, baixa autoestima e o pouco acesso às diversas manifestações culturais.
Ciente dessa realidade foi realizado uma breve avaliação diagnóstica e constatado que há grande interesse dos estudantes em praticar esporte na escola. Desta forma, surge o Projeto Judô Evolução com o objetivo de elevar, através de vivências nas aulas de judô, o nível cultural, esportivo e educacional de estudantes do ensino fundamental II do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro no turno diurno. Contemplando cerca de 40 estudantes do ensino fundamental II, no período de 09 de março de 2016 até 01 de dezembro de 2018, as aulas de Judô aconteceram no turno vespertino tendo duas aulas semanais com uma turma de estudantes do turno matutino, assim, os participantes do projeto participaram das aulas de judô no turno oposto do ensino regular.
No período de intervenções alguns aspectos foram definidos como fundamentais nesses três anos de judô na escola, são eles: Destacar valores sociais, proporcionando atitudes de cooperação e inclusão; Ampliar a cultura corporal para a formação de cidadãos conscientes e participativos; Estimular a afetividade, a tolerância recíproca, a harmonia corporal, a criatividade, o desenvolvimento de habilidades e a criação de estratégias individuais e coletivas através de situações lúdicas; Conhecer as características, fundamentos específicos, princípios e regras do Judô; Participar de eventos estudantis em que a modalidade judô esteja incluída na cidade de Salvador e região metropolitana; Valorizar características da cultura japonesa e da luta; Auxiliar no trabalho pedagógico, direcionado às melhorias no desempenho escolar e no cumprimento de metas estabelecidas pela instituição e pelo Sensei (professor) responsável; E, agir em conformidade com normas Confederação Brasileira de Judô. Aspectos esses que corrobora a perspectiva de esporte da escola abordado pelo Coletivo de Autores (1992 p. 71).
A avaliação dos estudantes participantes do Judô Evolução na escola foi processual. Na visão social e educacional foram observados comportamentos que valorizam a cooperação e inclusão, a conservação e valorização do patrimônio escolar, resultantes dos reflexos positivos nas relações com os/as colegas da turma de judô e os funcionários do Colégio e, também, nas relações escola e comunidade. 
Na visão pessoal foi verificado acentuada elevação da auto-estima dos estudantes praticantes do judô na escola, compreensão da importância da disciplina, assiduidade e compromisso nas atividades das aulas de judô, com reflexos positivos nas atividades do ensino regular. 
Com a analise do objetivo estabelecido com o Projeto Judô Evolução no Colégio Estadual Edson Carneiro, as expectativas foram ultrapassadas pois, houveram vários resultados positivos por atender necessidades do desenvolvimento das crianças e adolescentes e proporcionar a plena realização de sua personalidade física, moral, mental, social e emocional, por meio de atividades favoráveis ao vigor físico de forma lúdica. 

Seletiva dos Jogos Escolares da Juventude em 2017 no Ginásio do SESI Simões Filho/BA.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Abordar e vivenciar o judô no ambiente escolar é confirmar sua força entre as manifestações culturais e sociais da humanidade, é conhecê-lo e reconhecê-lo como possuidor de um grande poder educacional, de superação das desigualdades, do conhecimento e respeito às regras e princípios filosóficos, do fortalecimento da moral, da disciplina, do respeito e da inclusão. 
Vale destacar a importância de haver políticas públicas permanentes direcionadas ao desenvolvimento de atividades físicas e desportivas, em especifico o judô, na escola para que as crianças e adolescentes efetivamente tenham acesso a esses tipos de experiências. 

Jogos da Rede Pública na Arena Fonte Nova em 2017.




Festival de Judô Interno no Colégio Edson Carneiro.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Anne. Ludicidade como instrumento pedagógico. Itabuna. 2009. Disponível em: www.cdof.com.br. Acesso em: 22. Jun. 2015. 
ALVES, Marielson Nascimento. Projeto Judô Evolução e Registros de vivências no Colégio Estadual Edison Carneiro 2017. Blog Vivendo a Educação na Bahia. Disponível em: https://educacaofisicaba.blogspot.com. Acesso em: 10. Jun. 2018. 
BATISTA, Marco Alexandre da Silva. A prática de judô em relação com o autoconceito, a auto-estima e o rendimento escolar de alunos do primeiro ciclo do ensino básico. Universidad de Extremadura. E-balonmano.com: Revista de Ciencias del Deporte, 193-210. 2013. 
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE JUDÔ. Engrenagem do judô alavanca desenvolvimento da modalidade no Brasil. Disponível em: http://www.cbj.com.br/noticias/3707/engrenagem-do-judo-alavanca-desenvolvimento-da-modalidade-no-brasil.html. Publicado em: 19. Fev. 2014. Acesso em: 10. Jan. 2019. 
DE SOUZA, Rodrigo Pedroso. O Judô e sua socialização nas escolas: Superando a timidez e as dificuldades de aprendizagem. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 16, Nº 164, Enero de 2012. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd164/o-judo-e-a-sua-socializacao-nas-escolas.htm. Acesso em: 11 dez. 2016.
FEITOSA, Caio Antonaglia; NAKASSU, Thales; FLAMINO, Amauri; ARRUDA, Eduardo Okuhara. O judô escolar enquanto prática formativa. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 15, Nº 153, Febrero de 2011. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd153/o-judo-escolar-enquanto-pratica-formativa.htm. Acesso em: 11 dez. 2016.
FERREIRA, José Edson Rodrigues. A importância da implantação da prática do judô no Projeto Segundo Tempo por seus pressupostos pedagógicos. Maceió-AL., 2007. 54 p. Monografia (Especialização) – Universidade de Brasília. Centro de Ensino a Distância, 2007. Disponível em: http://www.ufrgs.br/ceme/uploads/1393588697Monografia_Jose_Edson_Rodrigues_Ferreira.pdf. Acesso em: 01. Dez. 2016.
LEX, Sérgio Barrocas. Judô: Aprender e gostar é só começar. Santos,SP: Bueno Editora. 2017.
Rizzo, Marco Antonio Lima. As apropriações e objetivações do conteúdo judô nas aulas de educação física escolar. Universidade Estadual de Maringá. Programa de pós-graduação em educação: Mestrado. Maringá - PR. 2011. 204 f. Disponível em: http://www.ppe.uem.br/dissertacoes/2011-Marco_Antonio.pdf. Acesso em: 05. Dez. 2016.
VIANNA, José Antonio e LOVISOLO, Hugo Rodolfo. A inclusão social através do esporte: a percepção dos educadores. Revista brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.25, n.2, p.285-96, abr./jun., 2011.
VIRGILIO, Stanlei. A arte e o ensino do judô. Porto Alegre: Editora Rígel. 2000.

Equipe do Judô Evolução no Colégio Edson Carneiro conseguiu ter judocas campeões em todas as categorias disputadas nos Jogos Escolares da Rede Pública em 2017.


domingo, 10 de fevereiro de 2019

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: Registro de vivências na Escola Municipal Assistência Social São José 2018


APRESENTAÇÃO 

Trata-se do registro de vivências durante o ano letivo de 2018 na Escola Municipal Assistência Social São José, tendo como público alvo o primeiro e segundo ciclo do ensino fundamental que compreende o 1º ao 5º do ensino fundamental no plano de ação. 

Seguindo o calendário divulgado pela Secretaria Municipal de Educação de Salvador o desenvolvimento de habilidades e competências para aquisição de conhecimentos relacionados aos conteúdos de Educação Física associado ao presente e continuo processo de formação para a cidadania, foram divididos em quatro unidades didáticas ou bimestres (1ª unidade 05/02 a 13/04, 2ª unidade 16/04 a 15/06, 3ª unidade 03/07 a 28/09 e 4ª unidade 01/10 a 19/12). Unidades essas que oportunizou diversificadas vivências das manifestações da cultura corporal, importantes para a constituição de movimentos e linguagens em Educação Física. 

CARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO ALVO 

A Escola Municipal Assistência Social São José, localizada na periferia de Salvador, oferece para a comunidade a educação infantil e o ensino fundamental do 1º ao 5º ano com profissionais, em todas as áreas, bem qualificados para exercer suas funções. Apesar da necessidade de algumas adaptações esta escola possui uma realidade diferente da maioria das escolas da Rede Municipal de Salvador no que diz respeito ao espaço especifico para o desenvolvimento das diversificadas atividades durante as aulas de educação física. O que certamente corrobora de forma positiva para o bom desempenho em muitas atividades da e na escola por conta da presença de uma estrutura mínima que favorece importantes vivências nos aspectos psicomotor, afetivo e social durante as aulas de educação física. 

Inserida na Formiga de São Caeteno é perceptível nesta unidade escolar alguns traços de influência do contexto social, pois os comportamentos representados nas vivências na escola apresentam associações com as realidades vivenciadas fora da escola. Realidades que envolvem a violência, drogas, pobreza e o pouco acesso a diversificadas manifestações culturais e corporais. Assim, considerando as realidades da escola e da comunidade, pretendemos contribuir, significativamente, para a formação dos estudantes inseridos nessa unidade escolar buscando caminhos que pelo menos minimize as problemáticas existentes neste contexto. 


CONCEPÇÃO DA DISCIPLINA NO CURSO 

Orientar para a liberdade de aprender, ensinar e compartilhar a cultura, o pensamento, a arte e o saber na perspectiva histórico-critico-dialética da Cultura Corporal de Movimento e Linguagem. 


JUSTIFICATIVA 

A comunidade escolar é um espaço em que estudantes e professores podem conviver com diferentes conteúdos, com variadas formas de veículos de expressão cultural, com gêneros textuais e em situações comunicativas distintas. 

Em paralelo a essa convivência esta o Letramento que, segundo Ribeiro (2005), na dimensão educacional é ampliado para varias áreas de conhecimento e serve de eixo articulador para todo currículo da educação básica centralizado na relação entre a cultura escolar e a cultura social. 

Nesse cenário a Educação Física, que historicamente assumiu papel relevante na vida das pessoas por estar vinculada ao mundo do trabalho e à prática social e, atualmente, se reestrutura frente às “novas tecnologias”, às novas perspectivas pedagógicas e às diversidades de realidades, se insere na escola como um componente curricular que possui suas especificidades e tem papel fundamental no processo de informação e formação. 

Uma ciência que possui como objeto de estudo a “Cultura Corporal de Movimento e Linguagem” a Educação Física possui características que interage com o ser humano em sua totalidade, englobando aspectos biológicos, psicológicos, sociológicos e culturais e a relação entre esses aspectos, agregando valores importantes como moral, ética e cidadania. Se inserindo com fundamental importância no contexto de educacional do país, tendo como base legal a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) e a Lei nº 11.274 que institui o ensino fundamental de nove anos. 

Desta forma, a Educação Física, dentro do cenário da Educação, abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. E seus conteúdos propiciam a difusão de: Valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos; Respeito ao bem comum e à ordem democrática; Aquisição de habilidades e competências que podem ser expressas no desenvolvimento intelectual e corporal, no amadurecimento psíquico e afetivo; Promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não formais. 

Para tanto, considerando a dimensão do planejamento educacional, foi desenvolvido este Plano de Ação em 2018, pois temos a convicção da importância de favorecer, às crianças, vivências que propiciem diversas aprendizagens relacionadas aos temas: cultura corporal, letramento e cidadania. 

OBJETIVO GERAL

Favorecer o conhecimento das características da Educação Física propiciando aprendizagens de diversificadas manifestações da Cultura Corporal de Movimento e Linguagem associados ao presente e continuo processo de formação para a cidadania. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

· Vivenciar e produzir conhecimentos; 

· Destacar valores sociais e a diversidade, proporcionando atitudes de cooperação e inclusão; 

· Enriquecer as relações sociais no nível comunitário; 

· Ampliar a cultura corporal de movimento e linguagem para a formação de um cidadão consciente e participativo; 

· Contribuir para criação de bons vínculos durante as aulas estimulando a afetividade, a tolerância recíproca e a harmonia corporal; 

· Conhecer as características e regras de algumas manifestações da cultura corporal; 

· Estimular a criatividade, o desenvolvimento de habilidades motoras e a criação de estratégias individuais e coletivas; 

· Conhecer as principais características de algumas diferentes formas de manifestações da cultura corporal de movimento e linguagem; 

· Adotar atitudes de respeito mútuo em situações lúdicas buscando solucionar os conflitos da maneira mais adequada; 

· Participar da construção e registros de vivências, percebendo a necessidade da criação e aplicação de normas que garantam o bom andamento; 

· Utilizar o registro nas aulas de Educação Física; 

· Desenvolver o respeito às normas que regem o grupo e a escola, favorecendo um melhor ajuste social; 

· Valorizar a atenção para ouvir e entender as consignas expostas; 

· Desenvolver o respeito aos combinados com o grupo, valorizando o coletivo em detrimento dos interesses individuais; 

· Ampliar o repertório motor; 

· Favorecer a contextualização de vivências nas aulas de Educação Física; 

· Integrar temas transversais e propostas do projeto da escola às vivências; 

· Orientar, na medida do possível, para um estilo de vida saudável; 

· Auxiliar o trabalho pedagógico direcionado às melhorias no desempenho escolar perante aos índices educacionais apresentados pela Secretaria de Educação do Município e Ministério da Educação Nacional.

CONTEÚDOS E TRANSVERSALIDADES 

Conhecimentos sobre o corpo, jogos e brincadeiras populares, esporte, ginástica, atletismo, lutas, capoeira, práticas na natureza, manifestações culturais e a relação entre eles em variados contextos associados a temas como ética, cidadania, valores humanos e sociais, meio ambiente, afetividades, alimentação e outras possibilidades relevantes na escola. 

ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS 

Compreendendo a realidade da Escola Municipal Assistência Social São José, ou na tentativa de compreender essa realidade, a estratégia utilizada durante o ano letivo foi a divisão de macro conteúdos e vivências nas unidades didáticas (sem deixar de considerar as características dos ciclos de escolarização) da seguinte forma;

1ª UNIDADE (05/02 a 13/04) 

Conhecimentos sobre o corpo, Ginástica, valores humanos e sociais.

GRUPO DO 1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA

Alongamento com o grupo do 3º ano C 2018.
Garotas do 2º ano B vespertino 2018.

Garotos do 2º ano B vespertino 2018.


Vivenciando a ginástica acrobática com a turma do 2º ano vespertino 2018.


Vivenciando a ginástica acrobática com a turma do 3º ano A matutino 2018.

Parada de mão: Vivenciando a ginástica artistica com o grupo do 3º ano A matutino em 2018.



Rolamentos: 3º ano B vespertino 2018
   
Movimentos de solo: 2º ano A matutino 2018.


Preparação para vivência com a modalidade Slike Lina: vivenciando a ginástica olimpica com as turmas do 2º e 3º ano matutino e vespertino 2018.

Preparação da 3º ano A com alongamento.
         

Vivência com elementos da ginástica olimpica explorando modalidade Slike Line com a turma do 3º ano A acima e turmas do 3º ano B, 2º ano B abaixo.

                    

                   

                           

Vivenciando o circuito de treinamento: atividade de ginástica com a turma do 3º ano matutino 2018.

                                 

                   

      

GRUPO DO 2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA

Alongamento com o grupo do 5º ano A matutino 2018
 


Ginástica acrobática com 4º ano A matutino 2018.
     

Vivenciando o Slike Line como atividade da ginástica olímpica: Turmas do 4º e 5º ano A e B, matutino e vespertino 2018.

    

                                          
Aluno Renan vivenciando o slike line com auxilio do colega Gabriel: Solidariendade e respeitona ginástica.

                         

                
 Grupo do 5º ano matutino: Acima vivenciando a ginática artistica e abaixo se preparando para experimentar o circuito de treinamento.


Destaque das meninas do 4º ano B que deram continuidade aos exercicios de ginástica  fora das aulas de Educação Física e ampliaram de forma significativa suas aprendizagens corporais cinestesica.




2ª UNIDADE (16/04 a 15/06) 

Tipos de jogos e brincadeiras, Atletismo, valores humanos e sociais. 

1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Lançamento de martelo: Modalidade do atletismo vivenciada pelo 2º ano A matutino 2018.
                                 

Pega pega corrente: Grupo do 3º ano C vespertino 2018.
       
Vivências com brinquedo explorando a criatividade dos estudantes dos 2º e 3º anos matutino e vespertino de 2018.

                            

                              

                                               
             


 

           


Mateus, alunos do 3º ano matutino, brincando de rolar o pneu no pátio da escola - 2018.

Grupo do 3º ano A matutino dividindo as gudes e juntando conhecimento em 2018.
Jogo de cartas e brincadeira de bonecas na sala do 2º ano B vespertino 2018.

     

2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.

Preparação do 4º ano A para aula de atletismo.

Realização do lançamento de martelo: Estudante do 5º ano.




Vivência com jogos popularno 5º ano A: Baliô
  

Exposição de brinquedos dos estudantes do 5º ano matutino e vespertino.







Brinquedo criado pelo estudante do 5º ano que fez sucesso na aula de brinquedos.

Vivencias com brinquedos nas aulas de educação física dos estudantes do 4 º e 5º ano matutino e vespertino.




Unindo criatividade e tradição o grupo do 5º ano vespertino realiza o tão esperado babinha.
Abaixo podemos identificar vivências associadas ao basquetebol, corda do carnaval e discussões e definições de regras.




3ª UNIDADE (03/07 a 28/09) 

Esportes individuais e coletivos, Copa do Mundo de Futebol, valores humanos e sociais. 

1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.

                 

Iniciação aos esportes coletivos com a vivência de jogos cooperativos: Turma 2º B vespertino.


Jogos cooperativos com a turma do 1º ano B.


                            

Brincadeiras em com o grupo do 1º ano A.

Grupo do 1º ano B ficou em 4º lugar na Copa do Mundo da São José 2018.

Grupo do 3º ano A com troféu de campeão da Copa do Mundo São José 2018 junto com as equipes do 1º e 2º ano A que também ganharam medalhas.
Abaixo segue registros das vivências com o esporte individual: Tênis 
         

                      

            

 




2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Estudantes do 5º ano B preparados para a disputa da semi-final da Copa do Mundo da São José 2018.

      

Equipes finalistas que receberam premiação na final da Copa do Mundo São José 2018 (Campeão: equipe acelera, Vice-campeão: equipe do 5º ano A e terceiro colocado 4º ano A)


Acima de abaixo registro de vivências na aula do esporte coletivo: Basquetebol, atividade de fundamentação inicial.



Com a doação de 50 bolas de tênis realizada pela professora Eliney Pitangueira foi iniciado as atividades de fundamentação inicial ao tênis com os estudantes do 4º e 5º ano dos turnos matutino e vespertino.

                          



5º ano A realizando atividade de iniciação ao tênis.







Grupo do 5º ano B experimentando exercícios de iniciação ao tênis.

4ª UNIDADE (01/10 a 19/12) 

Esportes individuais e coletivos, capoeira, valores humanos e sociais. 

1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Vivência da turma do 2º ano matutino com o conteúdo: Lutas em sentido ampliado.
Segue registro de alguns exercicios desequilibrantes com estudantes do 2º e 3º ano.






Brincadeira Pato-Ganso com a turma do 3º ano A matutino.


Inicio da aula de esgrima com estudantes do 2º ano.



Cabo de guerra com a galerinha do 2º ano B.

             
2º ano Vivenciando o vôlei de balão.
      



2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Segue alguns registros das atividades realizadas com os estudantes do 4º  e 5 ano: Queda de braço, desequilibrantes em nível baixo e alto, huka-huka, desequilibrantes com garrafa e esgrima.




Garotos do 4º ano B se preparando para o huka-huka.

Disputa final da queda de braço feminino no 5º ano A.




Desequilibrante com objetivo de fazer com que colega toque alguma parte do corpo na garrafa.



Esgrima da alegria no 4º ano B.


Vivência do vôlei de balão.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 

Com a realização de uma avaliação diagnóstica no período de 06 a 28 de fevereiro de 2018. Observamos comportamentos em algumas vivências, levamos em consideração a fase de desenvolvimento da criança, a série que estuda e as representações presentes na comunidade. 

Nessa avaliação inicial verificamos entre os estudantes do primeiro ciclo do ensino fundamental comportamentos importantes como: Participação, atitudes de respeito, bom nível de concentração e a realização de forma satisfatória de algumas atividades propostas na maior parte das turmas. Entretanto há estudantes inquietos, que conversam de forma demasiada, outros que mudam o foco da atenção da turma com determinados comportamentos e alguns com determinadas especificidades. O que comprometeu a realização das atividades em algumas turmas. Vale salientar que o calor nas salas em determinados momentos é um fator que compromete a qualidade da aula.

Entre os estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental foi observado aspectos positivos como: Participação, entusiasmo e a realização de forma satisfatória de algumas atividades propostas. Entretanto há turmas mais agitadas que demoram em se concentrar, alguns estudantes apresentam se inquietos, conversam de forma demasiada, levantam sem motivos importantes e outros que mudam o foco da atenção da turma com determinados comportamentos.

AVALIAÇÃO PROCESSUAL 

A avaliação foi processual e levamos em consideração as vivências e produções nas aulas de Educação Física, os registros de ocorrências feitos em aula e a verificação de melhorias nos aspectos comportamental, motor, afetivo, corporal e cognitivo. 

Para fortalecer, qualitativamente, essa avaliação nas aulas de Educação Física alguns momentos foram registradas na escrita, desenho, foto ou vídeo e as situações com estudantes que geram conflitos foram registradas em uma ficha de ocorrências em todas as aulas visando potencializar ações individualizadas com os estudantes que necessitaram de maiores orientações. 

Assim, ao final do ano letivo foi observado, baseados nas experiências e registros, a elevação do nível da cultura corporal de movimento e de linguagem e, também, as contribuições da Educação Física ficaram claras no processo de formação para Cidadania. 

ESPAÇO DE VIVÊNCIAS 

Sala de aula, pátio, sala alternativa e outros espaços quando possível ou necessário. 


REFERÊNCIAS 

ALVES, Marielson Nascimento. Educação Física no primeiro ciclo do ensino fundamental: realidades e possibilidades na Escola Municipal Engenheiro Gilberto Pires Marinho. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano. 20, n. 214, mar. 2016. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd214/educacao-fisica-no-ensino-fundamental.htm. 

BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é que se faz. 22. ed. São Paulo: Loyola. 2008. 102 p. 

BRASIL. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de 9 anos. Disponével em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/ensifund9anobasefinal.pdf. Acesso em: 01. fev. 2017. 

BRASIL. Secretaria da Educação e Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 

BOZZA, Sandra. Letramento: uma questão de vida. In: Temas em Educação IV- Jornadas 2005. 

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo. Cortez. 1992. 

NEIRA, Marcos Garcia; UVINHA, Ricardo Ricci. Cultura Corporal: Diálogos entre educação física e lazer. Petrópolis, Rj:Vozes, 2009. 

SALVADOR. Secretaria de Educação. Calendário escolar. Disponível em: http://www.salvador.ba.gov.br/. Acesso em: 20. fev. 2018. 

SALVADOR. Secretaria de Educação. Ações desenvolvidas na Escola Assistência Social São José. Disponível em: http://educacao.salvador.ba.gov.br/alunos-da-escola-assistencia-social-sao-jose-implantam-horta-suspensa/. Acesso em: 20. Fev. 2018. 

SALVADOR. Bairro São Caetano. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Caetano_(Salvador). Acesso em: 12. Nov. 2017.