domingo, 10 de fevereiro de 2019

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: Registro de vivências na Escola Municipal Assistência Social São José 2018


APRESENTAÇÃO 

Trata-se do registro de vivências durante o ano letivo de 2018 na Escola Municipal Assistência Social São José, tendo como público alvo o primeiro e segundo ciclo do ensino fundamental que compreende o 1º ao 5º do ensino fundamental no plano de ação. 

Seguindo o calendário divulgado pela Secretaria Municipal de Educação de Salvador o desenvolvimento de habilidades e competências para aquisição de conhecimentos relacionados aos conteúdos de Educação Física associado ao presente e continuo processo de formação para a cidadania, foram divididos em quatro unidades didáticas ou bimestres (1ª unidade 05/02 a 13/04, 2ª unidade 16/04 a 15/06, 3ª unidade 03/07 a 28/09 e 4ª unidade 01/10 a 19/12). Unidades essas que oportunizou diversificadas vivências das manifestações da cultura corporal, importantes para a constituição de movimentos e linguagens em Educação Física. 

CARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO ALVO 

A Escola Municipal Assistência Social São José, localizada na periferia de Salvador, oferece para a comunidade a educação infantil e o ensino fundamental do 1º ao 5º ano com profissionais, em todas as áreas, bem qualificados para exercer suas funções. Apesar da necessidade de algumas adaptações esta escola possui uma realidade diferente da maioria das escolas da Rede Municipal de Salvador no que diz respeito ao espaço especifico para o desenvolvimento das diversificadas atividades durante as aulas de educação física. O que certamente corrobora de forma positiva para o bom desempenho em muitas atividades da e na escola por conta da presença de uma estrutura mínima que favorece importantes vivências nos aspectos psicomotor, afetivo e social durante as aulas de educação física. 

Inserida na Formiga de São Caeteno é perceptível nesta unidade escolar alguns traços de influência do contexto social, pois os comportamentos representados nas vivências na escola apresentam associações com as realidades vivenciadas fora da escola. Realidades que envolvem a violência, drogas, pobreza e o pouco acesso a diversificadas manifestações culturais e corporais. Assim, considerando as realidades da escola e da comunidade, pretendemos contribuir, significativamente, para a formação dos estudantes inseridos nessa unidade escolar buscando caminhos que pelo menos minimize as problemáticas existentes neste contexto. 


CONCEPÇÃO DA DISCIPLINA NO CURSO 

Orientar para a liberdade de aprender, ensinar e compartilhar a cultura, o pensamento, a arte e o saber na perspectiva histórico-critico-dialética da Cultura Corporal de Movimento e Linguagem. 


JUSTIFICATIVA 

A comunidade escolar é um espaço em que estudantes e professores podem conviver com diferentes conteúdos, com variadas formas de veículos de expressão cultural, com gêneros textuais e em situações comunicativas distintas. 

Em paralelo a essa convivência esta o Letramento que, segundo Ribeiro (2005), na dimensão educacional é ampliado para varias áreas de conhecimento e serve de eixo articulador para todo currículo da educação básica centralizado na relação entre a cultura escolar e a cultura social. 

Nesse cenário a Educação Física, que historicamente assumiu papel relevante na vida das pessoas por estar vinculada ao mundo do trabalho e à prática social e, atualmente, se reestrutura frente às “novas tecnologias”, às novas perspectivas pedagógicas e às diversidades de realidades, se insere na escola como um componente curricular que possui suas especificidades e tem papel fundamental no processo de informação e formação. 

Uma ciência que possui como objeto de estudo a “Cultura Corporal de Movimento e Linguagem” a Educação Física possui características que interage com o ser humano em sua totalidade, englobando aspectos biológicos, psicológicos, sociológicos e culturais e a relação entre esses aspectos, agregando valores importantes como moral, ética e cidadania. Se inserindo com fundamental importância no contexto de educacional do país, tendo como base legal a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) e a Lei nº 11.274 que institui o ensino fundamental de nove anos. 

Desta forma, a Educação Física, dentro do cenário da Educação, abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. E seus conteúdos propiciam a difusão de: Valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos; Respeito ao bem comum e à ordem democrática; Aquisição de habilidades e competências que podem ser expressas no desenvolvimento intelectual e corporal, no amadurecimento psíquico e afetivo; Promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não formais. 

Para tanto, considerando a dimensão do planejamento educacional, foi desenvolvido este Plano de Ação em 2018, pois temos a convicção da importância de favorecer, às crianças, vivências que propiciem diversas aprendizagens relacionadas aos temas: cultura corporal, letramento e cidadania. 

OBJETIVO GERAL

Favorecer o conhecimento das características da Educação Física propiciando aprendizagens de diversificadas manifestações da Cultura Corporal de Movimento e Linguagem associados ao presente e continuo processo de formação para a cidadania. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

· Vivenciar e produzir conhecimentos; 

· Destacar valores sociais e a diversidade, proporcionando atitudes de cooperação e inclusão; 

· Enriquecer as relações sociais no nível comunitário; 

· Ampliar a cultura corporal de movimento e linguagem para a formação de um cidadão consciente e participativo; 

· Contribuir para criação de bons vínculos durante as aulas estimulando a afetividade, a tolerância recíproca e a harmonia corporal; 

· Conhecer as características e regras de algumas manifestações da cultura corporal; 

· Estimular a criatividade, o desenvolvimento de habilidades motoras e a criação de estratégias individuais e coletivas; 

· Conhecer as principais características de algumas diferentes formas de manifestações da cultura corporal de movimento e linguagem; 

· Adotar atitudes de respeito mútuo em situações lúdicas buscando solucionar os conflitos da maneira mais adequada; 

· Participar da construção e registros de vivências, percebendo a necessidade da criação e aplicação de normas que garantam o bom andamento; 

· Utilizar o registro nas aulas de Educação Física; 

· Desenvolver o respeito às normas que regem o grupo e a escola, favorecendo um melhor ajuste social; 

· Valorizar a atenção para ouvir e entender as consignas expostas; 

· Desenvolver o respeito aos combinados com o grupo, valorizando o coletivo em detrimento dos interesses individuais; 

· Ampliar o repertório motor; 

· Favorecer a contextualização de vivências nas aulas de Educação Física; 

· Integrar temas transversais e propostas do projeto da escola às vivências; 

· Orientar, na medida do possível, para um estilo de vida saudável; 

· Auxiliar o trabalho pedagógico direcionado às melhorias no desempenho escolar perante aos índices educacionais apresentados pela Secretaria de Educação do Município e Ministério da Educação Nacional.

CONTEÚDOS E TRANSVERSALIDADES 

Conhecimentos sobre o corpo, jogos e brincadeiras populares, esporte, ginástica, atletismo, lutas, capoeira, práticas na natureza, manifestações culturais e a relação entre eles em variados contextos associados a temas como ética, cidadania, valores humanos e sociais, meio ambiente, afetividades, alimentação e outras possibilidades relevantes na escola. 

ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS 

Compreendendo a realidade da Escola Municipal Assistência Social São José, ou na tentativa de compreender essa realidade, a estratégia utilizada durante o ano letivo foi a divisão de macro conteúdos e vivências nas unidades didáticas (sem deixar de considerar as características dos ciclos de escolarização) da seguinte forma;

1ª UNIDADE (05/02 a 13/04) 

Conhecimentos sobre o corpo, Ginástica, valores humanos e sociais.

GRUPO DO 1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA

Alongamento com o grupo do 3º ano C 2018.
Garotas do 2º ano B vespertino 2018.

Garotos do 2º ano B vespertino 2018.


Vivenciando a ginástica acrobática com a turma do 2º ano vespertino 2018.


Vivenciando a ginástica acrobática com a turma do 3º ano A matutino 2018.

Parada de mão: Vivenciando a ginástica artistica com o grupo do 3º ano A matutino em 2018.



Rolamentos: 3º ano B vespertino 2018
   
Movimentos de solo: 2º ano A matutino 2018.


Preparação para vivência com a modalidade Slike Lina: vivenciando a ginástica olimpica com as turmas do 2º e 3º ano matutino e vespertino 2018.

Preparação da 3º ano A com alongamento.
         

Vivência com elementos da ginástica olimpica explorando modalidade Slike Line com a turma do 3º ano A acima e turmas do 3º ano B, 2º ano B abaixo.

                    

                   

                           

Vivenciando o circuito de treinamento: atividade de ginástica com a turma do 3º ano matutino 2018.

                                 

                   

      

GRUPO DO 2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA

Alongamento com o grupo do 5º ano A matutino 2018
 


Ginástica acrobática com 4º ano A matutino 2018.
     

Vivenciando o Slike Line como atividade da ginástica olímpica: Turmas do 4º e 5º ano A e B, matutino e vespertino 2018.

    

                                          
Aluno Renan vivenciando o slike line com auxilio do colega Gabriel: Solidariendade e respeitona ginástica.

                         

                
 Grupo do 5º ano matutino: Acima vivenciando a ginática artistica e abaixo se preparando para experimentar o circuito de treinamento.


Destaque das meninas do 4º ano B que deram continuidade aos exercicios de ginástica  fora das aulas de Educação Física e ampliaram de forma significativa suas aprendizagens corporais cinestesica.




2ª UNIDADE (16/04 a 15/06) 

Tipos de jogos e brincadeiras, Atletismo, valores humanos e sociais. 

1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Lançamento de martelo: Modalidade do atletismo vivenciada pelo 2º ano A matutino 2018.
                                 

Pega pega corrente: Grupo do 3º ano C vespertino 2018.
       
Vivências com brinquedo explorando a criatividade dos estudantes dos 2º e 3º anos matutino e vespertino de 2018.

                            

                              

                                               
             


 

           


Mateus, alunos do 3º ano matutino, brincando de rolar o pneu no pátio da escola - 2018.

Grupo do 3º ano A matutino dividindo as gudes e juntando conhecimento em 2018.
Jogo de cartas e brincadeira de bonecas na sala do 2º ano B vespertino 2018.

     

2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.

Preparação do 4º ano A para aula de atletismo.

Realização do lançamento de martelo: Estudante do 5º ano.




Vivência com jogos popularno 5º ano A: Baliô
  

Exposição de brinquedos dos estudantes do 5º ano matutino e vespertino.







Brinquedo criado pelo estudante do 5º ano que fez sucesso na aula de brinquedos.

Vivencias com brinquedos nas aulas de educação física dos estudantes do 4 º e 5º ano matutino e vespertino.




Unindo criatividade e tradição o grupo do 5º ano vespertino realiza o tão esperado babinha.
Abaixo podemos identificar vivências associadas ao basquetebol, corda do carnaval e discussões e definições de regras.




3ª UNIDADE (03/07 a 28/09) 

Esportes individuais e coletivos, Copa do Mundo de Futebol, valores humanos e sociais. 

1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.

                 

Iniciação aos esportes coletivos com a vivência de jogos cooperativos: Turma 2º B vespertino.


Jogos cooperativos com a turma do 1º ano B.


                            

Brincadeiras em com o grupo do 1º ano A.

Grupo do 1º ano B ficou em 4º lugar na Copa do Mundo da São José 2018.

Grupo do 3º ano A com troféu de campeão da Copa do Mundo São José 2018 junto com as equipes do 1º e 2º ano A que também ganharam medalhas.
Abaixo segue registros das vivências com o esporte individual: Tênis 
         

                      

            

 




2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Estudantes do 5º ano B preparados para a disputa da semi-final da Copa do Mundo da São José 2018.

      

Equipes finalistas que receberam premiação na final da Copa do Mundo São José 2018 (Campeão: equipe acelera, Vice-campeão: equipe do 5º ano A e terceiro colocado 4º ano A)


Acima de abaixo registro de vivências na aula do esporte coletivo: Basquetebol, atividade de fundamentação inicial.



Com a doação de 50 bolas de tênis realizada pela professora Eliney Pitangueira foi iniciado as atividades de fundamentação inicial ao tênis com os estudantes do 4º e 5º ano dos turnos matutino e vespertino.

                          



5º ano A realizando atividade de iniciação ao tênis.







Grupo do 5º ano B experimentando exercícios de iniciação ao tênis.

4ª UNIDADE (01/10 a 19/12) 

Esportes individuais e coletivos, capoeira, valores humanos e sociais. 

1º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Vivência da turma do 2º ano matutino com o conteúdo: Lutas em sentido ampliado.
Segue registro de alguns exercicios desequilibrantes com estudantes do 2º e 3º ano.






Brincadeira Pato-Ganso com a turma do 3º ano A matutino.


Inicio da aula de esgrima com estudantes do 2º ano.



Cabo de guerra com a galerinha do 2º ano B.

             
2º ano Vivenciando o vôlei de balão.
      



2º CICLO DE ESCOLARIZAÇÃO BÁSICA.


Segue alguns registros das atividades realizadas com os estudantes do 4º  e 5 ano: Queda de braço, desequilibrantes em nível baixo e alto, huka-huka, desequilibrantes com garrafa e esgrima.




Garotos do 4º ano B se preparando para o huka-huka.

Disputa final da queda de braço feminino no 5º ano A.




Desequilibrante com objetivo de fazer com que colega toque alguma parte do corpo na garrafa.



Esgrima da alegria no 4º ano B.


Vivência do vôlei de balão.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 

Com a realização de uma avaliação diagnóstica no período de 06 a 28 de fevereiro de 2018. Observamos comportamentos em algumas vivências, levamos em consideração a fase de desenvolvimento da criança, a série que estuda e as representações presentes na comunidade. 

Nessa avaliação inicial verificamos entre os estudantes do primeiro ciclo do ensino fundamental comportamentos importantes como: Participação, atitudes de respeito, bom nível de concentração e a realização de forma satisfatória de algumas atividades propostas na maior parte das turmas. Entretanto há estudantes inquietos, que conversam de forma demasiada, outros que mudam o foco da atenção da turma com determinados comportamentos e alguns com determinadas especificidades. O que comprometeu a realização das atividades em algumas turmas. Vale salientar que o calor nas salas em determinados momentos é um fator que compromete a qualidade da aula.

Entre os estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental foi observado aspectos positivos como: Participação, entusiasmo e a realização de forma satisfatória de algumas atividades propostas. Entretanto há turmas mais agitadas que demoram em se concentrar, alguns estudantes apresentam se inquietos, conversam de forma demasiada, levantam sem motivos importantes e outros que mudam o foco da atenção da turma com determinados comportamentos.

AVALIAÇÃO PROCESSUAL 

A avaliação foi processual e levamos em consideração as vivências e produções nas aulas de Educação Física, os registros de ocorrências feitos em aula e a verificação de melhorias nos aspectos comportamental, motor, afetivo, corporal e cognitivo. 

Para fortalecer, qualitativamente, essa avaliação nas aulas de Educação Física alguns momentos foram registradas na escrita, desenho, foto ou vídeo e as situações com estudantes que geram conflitos foram registradas em uma ficha de ocorrências em todas as aulas visando potencializar ações individualizadas com os estudantes que necessitaram de maiores orientações. 

Assim, ao final do ano letivo foi observado, baseados nas experiências e registros, a elevação do nível da cultura corporal de movimento e de linguagem e, também, as contribuições da Educação Física ficaram claras no processo de formação para Cidadania. 

ESPAÇO DE VIVÊNCIAS 

Sala de aula, pátio, sala alternativa e outros espaços quando possível ou necessário. 


REFERÊNCIAS 

ALVES, Marielson Nascimento. Educação Física no primeiro ciclo do ensino fundamental: realidades e possibilidades na Escola Municipal Engenheiro Gilberto Pires Marinho. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano. 20, n. 214, mar. 2016. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd214/educacao-fisica-no-ensino-fundamental.htm. 

BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é que se faz. 22. ed. São Paulo: Loyola. 2008. 102 p. 

BRASIL. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de 9 anos. Disponével em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/ensifund9anobasefinal.pdf. Acesso em: 01. fev. 2017. 

BRASIL. Secretaria da Educação e Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 

BOZZA, Sandra. Letramento: uma questão de vida. In: Temas em Educação IV- Jornadas 2005. 

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo. Cortez. 1992. 

NEIRA, Marcos Garcia; UVINHA, Ricardo Ricci. Cultura Corporal: Diálogos entre educação física e lazer. Petrópolis, Rj:Vozes, 2009. 

SALVADOR. Secretaria de Educação. Calendário escolar. Disponível em: http://www.salvador.ba.gov.br/. Acesso em: 20. fev. 2018. 

SALVADOR. Secretaria de Educação. Ações desenvolvidas na Escola Assistência Social São José. Disponível em: http://educacao.salvador.ba.gov.br/alunos-da-escola-assistencia-social-sao-jose-implantam-horta-suspensa/. Acesso em: 20. Fev. 2018. 

SALVADOR. Bairro São Caetano. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Caetano_(Salvador). Acesso em: 12. Nov. 2017. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Cinestesia e Educação: Movimentos Corporais na Educação.


No periodo de 7 a 9 de novembro de 2018 aconteceu no Departamento de Educação - Campus I da Universidade do Estado Bahia - a V Jornada Pedagógica e I Jornada Pedagógica Internacional e nesse evento o Facilitador Marielson Alves realizou um minicurso com a seguinte temática: Cinestesia e Educação: Movimentos Corporais na Educação.

Neste minicurso foi abordado algumas considerações sobre as inteligências múltiplas e as especificidades referente à Cinestesia na Educação, alem de haver vivências que mobilizaram elementos da cultura corporal da turma.

Com a itenção de ampliar o conhecimento acerca das contribuições da inteligência corporal cinestésica para a educação, vivenciar possibilidades de movimentos corporais e estimular a reflexão sobre a importância das manifestações corporais na educação foram apresentadas algumas bases teóricas, um teste para traçar o perfil de inteligência das participantes do minicurso e mobilizações corporais (Caça ao tesouro com o mapa do campus I da UNEB, circuito de movimentos, atividades cooperativas e competitivas com música, dinâmica do re-conhecendo).

Como fundamentação teórica podemos destacar o conceito de Inteligência apresentado por:

Gardner (1994): “Uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural. A capacidade de resolver problemas permite à pessoa abordar uma situação em que um objetivo deva ser atingido e localizar a rota adequada para esse objetivo. A criação de um produto cultural é crucial nessa função, na medida em que captura e transmite o conhecimento ou expressa as opiniões ou os sentimentos da pessoa“ 

Gardner (2000): “Agora conceituo inteligência como um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura” 

Gardner trouxe sua contribuição da psicologia cognitiva para a educação, por meio de sua Teoria das Múltiplas Inteligências (1994), alargando o entendimento sobre o conceito de inteligência, relacionando-o com os estudos da neurociência e declarando o conhecimento de sete (7), atualmente oito (8), inteligências.

1- LINGUISTICA
2- VISUAL ESPACIAL
3- LÓGICO MATEMÁTICA
4- CORPORAL CINESTÉSICA
5- MUSICAL
6- INTERPESSOAL
7- INTRAPESSOAL
8- NATURALISTA

Focando a proposta do minicurso destacamos o conceito da inteligência Corporal-cinestésica que é a capacidade de usar o próprio corpo de maneiras altamente diferenciadas e hábeis para expressar uma emoção, jogar um jogo ou criar um novo produto, ou seja, é a capacidade de controlar os movimentos do próprio corpo e manusear objetos com habilidade. Os fundamentos biológicos dessa inteligência são complexos, incluem coordenação entre sistemas neurais, musculares e perceptuais. Gardner afirma que o desenvolvimento desta inteligência avança de reflexos iniciais para atividades cada vez mais intencionais.

Assim, para que haja um trabalho qualificado no ambinto educacional, considerando a inteligência corporal cinestésica, é importante a diversificação das oportunidades manifestações da cultura corporal na escola para a criança tenha possibilidades de estímulos ao seu desenvolvimento corporal. Isso consciente de que o contexto social e cultural também irá apresentar influencias nas aprendizagens.

Turma que deu show nas vivencias do minicurso: Cinestesia e Educação 2018 

REFERÊNCIAS
ANTUNES,Celso. Inteligências múltiplas e seus jogos: Inteligência cinestésico-corporal. Vol. 2. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.
DE SOUZA, Mauricio Teodoro. A inteligência corporal cinestesica como manifestação da inteligência humana no comportamento de crianças. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br. Acesso em: 02. set. 2018.
GARDNER, Howard. Estruturas da mente: A Teoria das Múltiplas Inteligências. Porto Alegre: Artes Médicas, c1994. Publicado originalmente em inglês com o título: The frams of the mind: the Theory of Multiple Intelligences, em 1983.

domingo, 26 de agosto de 2018

Copa do Mundo da Escola Municipal Assistência Social São José 2018

Representando o conteúdo Esporte e as modalidades Futebol e Futsal, com um total de 115 jogos, 466 gols, 4 equipes campeãs, 60 medalhistas e incontáveis manifestações de alegria e aprendizado foi realizado no ano letivo de 2018 a Copa do Mundo da Escola Municipal Assistência Social São José envolvendo estudantes dos turnos matutino e vespertino do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e a turma do Acelera.


PROGRAMAÇÃO DA COPA DO MUNDO DA ESCOLA MUNICIPAL ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO JOSÉ 2018

11 a 15 de junho
Formação de equipes e sorteio das seleções a serem representadas no final das aulas de educação física.

03 a 13 de julho
Orientações sobre o regulamento do evento e aulas de iniciação esportiva direcionada aos fundamentos básicos do futsal.

16 a 20 de julho
Jogos amistosos e inicio da fase de grupos da Copa do Mundo Assistência Social São José. Observação: Esses jogos foram entre os estudantes da mesma turma durante as aulas de Educação física.

23 a 27 de julho
Conclusão da fase de grupos e inicio das oitavas e quartas de final (alguns alunos serão convidados para o jogo em horário diferente da aula de educação física, porque haverão jogos entre equipes de turmas diferentes).

30 e 31 de julho e 1 e 2 de agosto
Restante das quartas de finais e Semifinais. Entrega de Oficio à direção do Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho para usar o quadra. E encaminhamento do convite aos estudantes classificados para as semifinais para realizar jogos amistosos entre os grupos do matutino e vespertino na quadra do Colégio Estadual Luís Pinto de Carvalho às 9h ate 11h do dia 6 de agosto.

6 de agosto
Jogo amistoso entre os grupos do matutino e vespertino na quadra do Colégio Estadual Luis Pinto de Carvalho às 8h até 11h.

7 de agosto
Finais na Escola Municipal Assistência Social São José Com a participação de todos os estudantes do turno, assistindo e torcendo para as equipes finalistas. E premiação dos finalistas com medalhas de ouro para os 4 primeiros colocados do primeiro 1º ciclo (1º ao 3º ano) e medalhas aos três primeiros colocados do segundo ciclo (4º e 5º ano, incluindo a turma do Acelera).

REGULAMENTO GERAL DA COPA ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO JOSÉ 2018
Acontecerão duas copas do mundo simultaneamente nos turnos matutino e vespertino com o intuito de contemplar as fases de desenvolvimento e aprendizagem da criança. Desta forma teremos a Copa do Ciclo 01 e Copa do Ciclo 02 (incluindo a turma do acelera).
Será utilizada a tabela oficial da Copa do mundo FIFA como referencia para o critério de formação de grupos para os jogos. Após a organização das equipes serão fixadas nas salas as tabelas da copa com seus respectivos jogos da fase de grupos. E a partir das oitavas de finais o professor responsável fará o controle com a tabela oficial do evento.

Pontuação dos Jogos na fase de grupos
Vitória: 3 pontos
Empate: 2 pontos
Derrota: 1 ponto
Bônus: 1 ponto para equipe completa na hora do jogo.

Regras Gerais
·    Cada equipe deverá ter 4 integrantes (1 deverá ser goleiro) para participação dos jogos, podendo haver reservas (Caso falte alguém a equipe jogará faltando integrante);
·   Tempo de jogo na fase de grupo será de 7 minutos e na fase seguinte será de 8 minutos;
·     Haverá cartões: Amarelo (advertência), Azul (2 minutos fora do jogo) e Vermelho (fora de um jogo), em caso de empate na pontuação da fase de grupos o critério usado para desempate será o disciplinar;
·      O jogo será iniciado e concluído com o apito do juiz;
·      Não haverá escanteio;
·   Jogar a bola para a lateral a equipe perde a posse de bola (a cobrança do lateral deverá ser com a bola em cima da linha);
·   Caso algum integrante da equipe jogar a bola por cima do muro da escola e a bola cair na rua automaticamente a equipe perde o jogo; 
·    Para as traves serão usadas contes e cabos de vassoura;
·    Só serão validados os gols em que a bola for rasteira ou meia altura;
·    Não será permitido jogar descalço;
·    Durante o jogo não poderá mudar o goleiro;
·    Equipes classificadas para as oitavas de final e quartas de final só poderão participar dos seus jogos fora do horário da aula de educação física se o professor de educação física convocar e se a professora regente autorizar sua liberação (caso não tenha realizado as atividades orientadas pela professora regente ou estiver com comportamento inadequado o aluno poderá ser impedido de realizar o jogo para qual foi convocado);
·   Outras regras necessárias o professor ou a coordenação escolar poderá incluir durante o evento.


Alguns registros fotográficos da Copa do Mundo Assistência Social São José 2018

Apresentação das equipes finalistas do turno matutino.

        
Momento solene com o canto do Hino Nacional.



Momento solene com o grupo do turno vespertino.
Final do 2º ciclo vespertino da Copa do Mundo Assistência Social São José.


             

Equipe terceira colocada do 1º ciclo vespertino da Copa do Mundo Assistência Social São José.


Torcida do grupo Matutino na Copa do Mundo Assistência Social São José.


Finalistas do 1º Ciclo Matutino da Copa do Mundo Assistência Social São José com suas respectivas professoras Barbara, Alane e Aline e o professor de Educação Física Marielson.
Finalistas do 2º Ciclo matutino da Copa do Mundo Assistência Social São José com suas respectivas professoras Luciana e Patricia, professora de Artes Cristiane e o professor de Educação Física Marielson.


Jogos amistosos dos alunos da Escola Municipal Assistência Social São José na quadra do Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho.
       

      



RESULTADO FINAL DA COPA DO MUNDO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL SÃO JOSÉ 2018

Primeiro Ciclo de Aprendizagem (matutino)

Campeão: Costa Rica (3º ano A)

Vice campeão: Rússia (1º ano A)
3º colocado: Austrália (2º ano A)
4º colocado: Islandia (2º ano A)

Primeiro Ciclo de Aprendizagem (vespertino)

Campeão: Inglaterra (3º ano B)

Vice campeão: Islandia (2º ano B)
3º colocado: Coreia do Sul (3º ano B)
4º colocado: Irã (1º ano B)

Segundo Ciclo de Aprendizagem (matutino)

Campeão: Marrocos (Turma Acelera)
Vice campeão: Dinamarca (4º ano A)
3º colocado: Senegal (5º ano A)
4º colocado: Belgica (5º ano A)

Segundo Ciclo de Aprendizagem (vespertino)

Campeão: Colombia (5º ano B)
Vice campeão: Plonia (5º ano B)
3º colocado: Senegal (5º ano B)
4º colocado: Dinamarca (4º ano B)

Agradecimentos especiais!

À Direção da Escola Municipal Assistência Social São José pelo suporte e orientações;
À direção do Colégio Estadual Luiz Pinto de Carvalho pelo apoio ao projeto;
Às professoras pela colaboração;
À Coordenação pela parceria;
Ao pessoal apoio e merenda pelo suporte;
A todos alunos e alunas que só abrilhantaram o evento.

domingo, 12 de agosto de 2018

Projeto CAJAVERDE no Ginásio de Cajazeiras: Visita da equipe de basquete feminino do Colégio Edson Carneiro

Nos dias 13 de julho e 10 de agosto de 2018 a maioria das integrantes da equipe de basquete feminino do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro, acompanhado pelo professor Marielson Alves, participou das aulas de iniciação ao basquete no Ginásio de Cajazeiras com o acompanhamento do Coordenador esportivo do Projeto CajaVerde Marcos Bispo e orientações técnicas do professor Ivan Justino.

         


     


A integração entre os alunos do projeto CajaVerde e as 15 meninas do Colégio Edson Carneiro foi um sucesso, pois, em um clima amistoso e divertido, aprenderam muito sobre o basquete e determinação para alcançar seus sonhos.



Professor Ivan Justino na preparação do grupo para a realização do coletivo.

Apoiadores do projeto de Basquete feminino desenvolvido no Colégio Estadual Professor Edson Carneiro.
            





segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Basquete Feminino na Bahia: Recortes do panorâma histórico

APRESENTAÇÃO
Orientado pelo Professor Marielson Alves e pesquisado pela integrante da Equipe Girls Evolutions Lisa Coelho esse trabalho foi desenvolvido para estimular integrantes da equipe de Basquete Feminino Girls Evolution, do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro, conhecerem sobre a história, dificuldades e conquistas do basquete feminino da Bahia.
Pós jogo da Liga do Nordeste 2018 com um passeio no Porto da Barra com a Equipe de Basquete Feminino sub 16 do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro (Salvador-BA).
 BREVE HISTÓRICO
O basquete foi criado em 1891, pelo professor canadense James Naismith. O objetivo inicial foi entreter os alunos da Springfield College, Colégio Internacional da Associação Cristã de Moços, durante o rigoroso inverno de Massachussets, nos Estados Unidos. De acordo com história contada pela Confederação Brasileira de Basketball, a missão confiada ao docente foi pensar em algum tipo de jogo, sem violência, que estimulasse os alunos durante a estação fria, mas também pudesse ser praticado no verão.
Dessa forma James Naismith começou a pensar em qual tipo de atividade realizaria com os estudantes. Logo, escreveu 13 regras básicas e pendurou cestas de pêssego em duas pilastras a 3,05 metros de altura - comprimento que permanece até hoje - e que daria uma certa dificuldade à disputa. A quadra, por sua vez, era praticamente a metade do tamanho da usada atualmente.
A primeira disputa dessa novidade foi realizada no começo de 1892, entre os professores e alunos. Os estudantes venceram os docentes por um placar de 5 a 1, com uma plateia de cerca de 200 pessoas. Desde então, o basquete se tornou um esporte viciante e ganhou força em várias disputas ao redor do mundo.
Atletas da Seleção Brasileira de Basquete Feminino Master na Associação Atlética da Bahia em 2018.
BASQUETE FEMININO
O início do basquetebol feminino se deu em 1892, quando a professora de educação física Senda Bereson do Smith College, adaptou as regras criadas por James Naismith nas suas aulas. A professora Senda testa a nova prática com algumas modificações, pois naquela época o basquetebol era visto como um jogo masculino e que podia masculinizar as mulheres. A partir disto tem-se aos poucos a introdução da modalidade, não existindo semelhanças com o masculino e para exemplificar esta nova prática nas aulas de educação física, as mulheres não podiam bater na mão da adversária ou na bola para tomar posse, só podiam permanecer com posse desta por três segundos, entre outros. Aos poucos o basquetebol feminino foi conquistando seu espaço, apesar dos preconceitos prosseguirem por muito tempo.
Equipe de basquete feminino sub16 do Colégio Estadual Professor Edison Carneiro na Liga do Nordeste em 2018.
BASQUETE FEMININO NO BRASIL
Augusto Shaw foi quem trouxe o basquete para o Brasil. Nato de Nova York, o americano teve o primeiro contato com a modalidade em 1896, após completar o curso de Artes na universidade de Yale. Pouco tempo depois, Shaw aceitou um convite inusitado: lecionar na tradicional Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Na mudança ao Brasil, o recém-graduado trouxe livros, obras de artes e uma bola de basquete.
Na época, o professor passou por alguns problemas ao introduzir a modalidade na escola brasileira. Mas as mulheres logo se apaixonaram pelo esporte e começaram a praticá-lo, porém, os homens não viam a modalidade com o mesmo entusiasmo por diversos motivos. Um deles era o fascínio e a predileção pelo futebol. Mas Shaw sofreu para conseguir divulgar o novo esporte, pois havia concorrência do futebol que foi trazido por Charles Miller, e também pelo forte machismo, pois o esporte foi muito bem aceito entre as mulheres na época.

Jogo da categoria sub 16 entre as equipes da BFF e do Colégio Estadual Edison Carneiro na Liga do Nordeste em 2018 realizado na Associação Atlética da Bahia.
 BASQUETE FEMININO NA BAHIA
O basquete na Bahia sempre sofreu com o pouco incentivo e enfrenta inúmeras dificuldades principalmente no feminino. Uma das principais representantes do basquete feminino baiano, a treinadora Márcia Marllan, filiada à Federação Bahiana de Basketball (FBB), ressalta as dificuldades para as meninas se dedicarem mais ao esporte e reforça o entendimento de que o esporte é também espaço para as mulheres.
Equipes de basquete Feminino da categoria sub 16 da BFF e do Colégio Estadual Prof. Edison Carneiro.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para tanto, nós da equipe de Basquete Feminino Girls Evolutions, reconhecemos neste estudo a existência de uma grande lacuna nos registros históricos do basquete feminino da Bahia e a necessidade de maior empenho das pessoas e entidades envolvidas com o basquete feminino estadual para ampliar incentivos para a pratica desse esporte por meninas e mulheres em todo o território da Bahia.

REFERÊNCIAS
Disponível em: deputadobobo.com/noticia, blog.unisportbrasil.com.br  e  www.torcedores.com/noticias

domingo, 10 de junho de 2018

Jogo da amizade: Basquete feminino dos Colégios Estaduais Edison Carneiro e Carlos Marighella


Foi realizado no início do mês de junho na quadra do Colégio Estadual Luis Pinto de Carvalho uma vivência de integração entre estudantes e profissionais do Colégio Estadual Professor Edison de Sousa Carneiro e Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella. Envolvendo 20 meninas das equipes de basquete feminino na faixa etária de 13 a 18 anos dos dois colégios houve diversão, criação de vínculos de amizade e muita vontade de jogar basquete.

Jogo da amizade em prol do basquete feminino estudantil. Organizado pelos professores: Marielson e Suzana.

Placar do jogo foi o menos importante.


Integração entre grupos de basquete feminino da rede pública estadual da Bahia em Salvador.


Grupo do basquete feminino dos Colégios Estaduais Professor Edison de Sousa Carneiro (São Caetano) e Carlos Marighella (Stiep) localizados em Salvador/BA.